Pomerode insegura
Segunda-feira, 29/08, 20h31min, a Polícia Militar recebe o chamado para atender uma ocorrência na Rua Arnoldo Rux de um furto de um veículo Parati, placas MAL 6168, de Pomerode. Segundo o relatório dos policiais que atenderam a ocorrência a vítima, foi uma mulher que estava em casa e atendeu um…
Segunda-feira, 29/08, 20h31min, a Polícia Militar recebe o chamado para atender uma ocorrência na Rua Arnoldo Rux de um furto de um veículo Parati, placas MAL 6168, de Pomerode. Segundo o relatório dos policiais que atenderam a ocorrência a vítima, foi uma mulher que estava em casa e atendeu um homem que dizia ser amigo do filho.
Como o filho não estava, o infrator disse que iria esperar ele chegar na frente da residência. Assim fez, porém quando a mãe do rapaz se descuidou, o pseudoamigo aproveitou-se da situação, entrou no carro e partiu em retirada. A vítima até tentou impedi-lo, mas não conseguiu.
Apesar de ser acionada, ir até o local e fazer rondas, a PM não encontrou o autor do furto.
Casos como esse vêm acontecendo com mais frequência em Pomerode e a tranquilidade não parece mais uma tônica da “Cidade Mais Alemã do Brasil”.
Além desse caso, na mesma semana houve outro furto a veículo e também uma residência foi furtada na sexta-feira, no bairro Centro. Segundo o registro na delegacia de Polícia Civil, a vítima relata que o ladrão fez a limpa em sua casa.
No domingo, 28/08, foi a vez da empresa de brinquedos, Calesita, ser vítima de marginais. Ela foi mais uma, num curto espaço de tempo, a sofrer furtos. Neste caso, os criminosos chegaram a amarrar o vigia e tentaram abrir o cofre da empresa.
Felizmente o vigia não sofreu nenhuma outra agressão e os bandidos fugiram sem levar nada.
Histórias como essas, são mais comuns do que pensamos. Até mesmo pelas redes sociais os pomerodenses têm demonstrado sua irritação com a falta de segurança na cidade. A prova disso é que outro dia, uma professora da cidade, postou no “Facebook” uma mensagem indignada com a onda de furtos que vem ocorrendo no Testo Rega. Disse ela: “Eu queria muito saber por que aquele bando de marginais, que está aprontando em Testo Rega ainda não está preso. Caramba, isso me revolta! Já assaltaram uma mulher de madrugada que estava indo trabalhar, tentaram roubar o carro do meu tio essa madrugada e fora as outras coisinhas que esses bandidos estão fazendo e ninguém faz nada”, escreveu a internauta.
O mesmo problema foi identificado também no bairro Testo Alto, que há duas semanas registrou algumas ocorrências.
Tantos casos vêm deixando a população insegura e pela opinião dos leitores via o perfil do Jornal de Pomerode no Facebook, o problema pode estar na falta de policiamento nas ruas, devido a falta de efetivo, problema que não é exclusivo de Pomerode, mas sim de todo o Estado de Santa Catarina.
Em menos de meia-hora, o post feito pela reportagem do jornal, recebeu dezenas de comentários e cliques no botão “curtir”, considerando ser preocupante a falta de policiamento nas ruas da cidade.
Um dos comentários, feito pelo internauta Fredi Behling, considera que falta policiamento e diz na sequência. “Pomerode esta virando uma cidade insegura, temos vários arrombamentos que não são denunciados, pois se sabe que nada acontece… e total despreparo na conduta, tá na hora de acordar para situação”, reclama Fredi.
Outro comentário bastante contundente foi da internauta Jeanne Maass, ela reclama da demora no atendimento, “os policiais da nossa cidade, só fazem blitzes. Esses dias ocorreu um acidente em frente ao portal e a polícia demorou 50 minutos para chegar, isso é uma vergonha. Os roubos estão aumentando, justamente por isso, os policiais jamais aparecem, porque estão todos ocupados, ou não tem viatura no pátio, ou sei lá o quê… é o fim mesmo”, escreveu mais uma moradora da cidade indignada.
Pelo Twiter do JP, o leitor Marcio Kreutzfeld, postou a mensagem dando sua opinião sobre a falta de policiamento, segundo ele: “nas ruas com certeza… carros no pátio da Polícia Militar acho que não…”, ao comparar a presença da polícia nas ruas e o número de viaturas estacionadas no pátio da sede da PM na cidade.
Falta efetivo
O tenente Alexandre Kleine, comandante da PM em Pomerode, defende-se e diz que em alguns casos específicos como os que vêm ocorrendo no Testo Alto, a população sabe quem são os criminosos, mas tem medo de denunciar. “Eles conhecem o infrator e não colaboram com a polícia”, afirma o comandante.
Quanto a incidência maior nas últimas semanas, o Tenente garante que não houve aumento e está dentro da normalidade do município.
Conforme já é notório e foi reforçado por Kleine, há falta de efetivo e na situação atual não há possibilidades de atender todos os bairros da cidade de maneira eficaz. “Vamos para ocorrência quando somos chamados”, explica o tenente, reforçando que é importante as pessoas denunciarem quando sabem que os criminosos vivem aqui na cidade.
Índices normais
Para o delegado de Polícia Civil, Luiz Carlos Gross, o índice de ocorrências registradas na delegacia ainda é normal para uma cidade com quase 30 mil habitantes. “Sabemos que quem é vítima acha o fim da picada quando algo acontecesse, mas são casos isolados e não estão sendo praticados por profissionais. A prova disso foi essa tentativa de assalto na Calesita, na qual os criminosos sequer tinham equipamento para arrombar o cofre e ainda fugiram sem levar nada”, argumenta o delegado considerando que houve apenas dois casos registrados de sexta-feira, 26/08 a domingo, 28/08.