Ponto a Ponto
por Karol Pinto
Manifestação de repúdio
Manifesto meu repúdio pelo assassinato da juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo (RJ). A magistrada, brutalmente assassinada, era conhecida por seu atuante trabalho no combate ao narcotráfico no Estado do Rio. O assassinato foi para silenciá-la, já que as inúmeras ameaças não surtiram efeito. Ao todo, 34 disparos contra seu carro, tendo a juíza recebido 21 tiros, o equivalente a dois carregadores de pistola cheios. Os assassinos gastaram toda a munição. Doutora Patrícia era especialista em enfrentar grupos de extermínio, quase sempre formados por policiais militares. Seu assassinato é uma prova de que não se duvida de bandido. A que ponto chegamos, homens e mulheres que não se corrompem, que fazem de suas vidas a missão da construção de um mundo melhor, ou pelo menos, mais justo, trabalhando com seguranças armados dos pés à cabeça. Fazer o bem trabalhando com a sensação do medo batendo a suas costas é aterrorizante. Como disse em entrevista o desembargador Nelson Calandra, presidente da Associação de Magistrados do Brasil: “A juíza Patrícia Acioli é uma vítima da covardia de organizações criminosas e de um sistema processual penal, onde sua excelência é o réu e não o juiz, onde as pessoas cometem um crime de morte e saem pela porta da frente, junto com a família da vítima”. Doutora Patrícia fez a sua parte, mesmo sabendo que corria risco de ser morta, perder o cargo e sofrer vários tipos de represálias. Sua consciência, todavia, não a deixava ficar quieta.
Novidade para os apreciadores de chope
Para os apreciadores de um bom chope, tem novidade na praça. É o Chope Germânia, tradicional, pilsen, de vinho, escuro e com energético. Para quem quiser, a empresa ainda instala a chopeira e recolhe, tomando todas as providências para que você aproveite sua festa. Mais informações através do telefone 9985-0098, com Chicão.
Ao meu pai, sempre em tempo
No último domingo foi comemorado o Dia dos Pais. Ficou um vazio em meu peito, por novamente, não estar ao lado de minha família em mais uma data comemorativa. Fica o consolo daquelas frases manjadas, que repetimos como mantra para confortar nossos sentimentos: “É apenas mais uma entre tantas datas criadas pelo comércio”. Por outro lado, as mesmas acabam sendo um momento único, quando é impossível não refletir sobre a importância do personagem que a ilustra, em nossas vidas, na sociedade como um todo.
Nas redes sociais demonstrações de vários amigos mostravam que não estava sozinha no divagar destas teorias “sentimentalóides”, apontadas desta forma por alguns. Li relatos daqueles cujos pais não fazem mais parte deste plano. Estas palavras demonstravam claramente, além de muita saudade, o sentimento de impotência que temos por simplesmente estarmos de mãos atadas durante o processo de perda, de desligamento físico daqueles que tanto amamos. Não podemos fazer praticamente nada. Não podemos pegar no colo e perpetuar em um abraço aqueles que gostaríamos de eternizar. Cabe a Deus, não a nós.
Outros depoimentos eram provas claras e translúcidas que, na busca pelo crescimento profissional ou pessoal, a vida acaba traçando a nós novos rumos, nos leva a trilhar caminhos distintos, nos distanciando de nossas raízes, origens, famílias e amigos. Faz parte, é a vida. Não somos donos de nossos destinos. Somos sim, responsáveis por conciliar da forma mais positiva possível todos os nossos laços, os nossos vínculos.
Pois bem, voltando ao meu pai. Meu pai tem um coração enorme, capaz de acolher o mundo. Um coração fisicamente limitado, que necessita de suportes criados pelos avanços tecnológicos e pela medicina para bater no ritmo certo, compassadamente. Um coração que teve que ir pra assistência técnica, mas também, pudera, é de uma generosidade que o sufoca, uma grandeza que o lota. Entre artérias, músculo e sangue, carrega o modelo de super-herói de histórias em quadrinhos.
Falamo-nos diariamente, algumas vezes por mais de uma oportunidade. Seja para contar uma piada, comentar sobre o clima, planejar em maio as férias do mês de dezembro, quando toda a minha família se reencontra para fazermos daqueles 15, 18 dias, o mais prazeroso possível. Não sou ninguém para dar conselhos, mas fica a dica. Voltando um pouquinho no passado, há dez anos aproximadamente, o coração cansado de meu pai teve a sua primeira pane. Lembro que no hospital, ao seu lado e ao lado de inúmeros aparelhos que mostravam toda a preocupação e tensão daquele momento, eu disse baixinho em seu ouvido que não era justo comigo que ele partisse e que ele não poderia fazer aquilo comigo. Lembro que ele pediu com todo o bom humor que lhe é característico que eu desmarcasse os compromissos dele, pois no dia seguinte tiraria uma folga, mas logo recuperado, já estaria na ativa. Enquanto as americanas torres gêmeas eram vítimas de um ataque terrorista, meu pai realizava um dos últimos exames, de alta complexidade, para ser encaminhado à cirurgia. E assim foi, após longos dias na UTI, recuperando-se aos poucos. Agradeci a Deus pela oportunidade que me foi dada e que tantas outras pessoas pediram em preces, mas não receberam. Agradeço a Deus todos os dias, pois ele me deu um segundo pai, com o coração recauchutado, mas que segue me amando como se eu fosse a menina que, com pouco mais de dois, três anos, subia em seus pés para ensaiar passos de dança, que corria para seus braços quando escutava uma trovoada mais forte ou um foguete. Obrigada Deus, por entre tantas as almas, teres me escolhido para ser a filha do meu pai. Dia dos Pais é todo dia, nunca deixe para depois, para o dia seguinte, para dizer ao seu pai o quanto você o ama.
Uma segunda-feira diferente
Após a sessão da câmara de vereadores, que acompanho semanalmente, fui ao Clube Pomerode na última segunda-feira, para prestigiar a entrega de premiações as equipes vencedoras e atletas destaques do Campeonato Municipal de Bolão Masculino e Feminino. Fiquei assustada com o número de pessoas presentes. Com casa cheia e prestigiados pelas autoridades municipais, os atletas mostravam o orgulho de vestir as camisetas de suas equipes, em uma verdadeira demonstração de amor pelo esporte. Jovens e mais experientes, homens e mulheres, todos eram iguais naquele momento. A alegria era a mesma, a felicidade igualmente. Uma verdadeira demonstração de como é importante a valorização de esportes comunitários, que acaba unindo famílias inteiras, servindo como lazer e estimulando cada vez mais a preservação dos costumes e tradições. Parabéns aos atletas.
Parabéns Pomerode!
Recebi nesta semana um e-mail de Viviane Bornhausen e do Maestro Gian Pietro Bontempi, que me encaminharam um artigo assinado pelo jornalista e escritor Celso Deucher, de Brusque, elaborado em comemoração ao segundo aniversário do Teatro Municipal, o qual compartilho aqui com vocês, quase que em sua totalidade. “Era 18h30min. Em Brusque um grupo de casais preparava-se para pegar a estrada e ir até a Cidade Mais Alemã do Brasil, Pomerode. O motivo era as comemorações do segundo aniversário do Teatro Municipal da cidade e a curiosa apresentação de um grupo que misturou vários estilos musicais e resolveu, inclusive, colocar dança num show que deveria ser um Concerto de Câmera. Às 19h30min estávamos todos lá na terra dos pomeranos. Eram quatro casais de Brusque. O belíssimo teatro, de causar inveja a nós brusquenses, foi aos poucos se enchendo e como tira gosto, aconteceram algumas apresentações de artistas locais, todos do mais alto nível. Chegou afinal a hora do show principal. Na penumbra do belo palco anunciaram-se um pianista, um violinista, um vioncelista, um bandneonista, um tenor e ainda um grupo de dança alemã e um casal dançarinos de tango. Era a apresentação de um show totalmente diferente do que tínhamos visto até hoje. Um show inesquecível. Não foi somente um concerto. Foi um show digno dos melhores que já tive a oportunidade de assistir. O programa musical abrangeu diferentes estilos musicais, saindo da música barroca até a moderna. No teatro havia um caloroso publico que, com uma atenção própria dos grandes concertos aplaudiu calorosamente os concertistas. Lá estava o prefeito da cidade Dr. Pizzolatti, que amavelmente nos deu boas vindas, assim como a vice-prefeita Gladys, além da coordenadora do Departamento de Cultura do município, Rosita Jung e outras autoridades. Todos os brusquenses foram unânimes: a nova Orquestra de Câmera de Pomerode começou muito bem e deu um verdadeiro show digno dos melhores concertos europeus. Em resumo, foi uma das mais agradáveis noites que passamos na bela Pomerode. Parabéns à Administração Municipal e o povo desta cidade que mantém firmemente os valores trazidos por seus antepassados da longínqua Alemanha. Mas, além disso, parabéns pelos dois anos do novo Teatro Municipal e que outros eventos desta estirpe lá aconteçam. Certamente, sempre que possível, lá estaremos para assistir tão belas manifestações artísticas do nosso povo”.