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Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode de casa nova

A casa rosa no centro da cidade chama atenção de quem passa pelo local. É no coração de Pomerode, na Praça Jorge Lacerda, que funciona agora a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode. Antes, cada serviço funcionava em um local diferente. Os atendimentos ambulatoriais eram feitos em uma…

12 de agosto de 2011

A casa rosa no centro da cidade chama atenção de quem passa pelo local. É no coração de Pomerode, na Praça Jorge Lacerda, que funciona agora a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode. Antes, cada serviço funcionava em um local diferente. Os atendimentos ambulatoriais eram feitos em uma estrutura emprestada pela Associação Empresarial de Pomerode (ACIP) a lojinha funcionava em uma sala na Rua XV de Novembro. “O trabalho de secretaria da Rede era feito, muitas vezes, na casa de alguma voluntária. Ficava difícil trabalhar assim”, conta a presidente da entidade Sula Amândio.
Com a casa nova, todos os serviços foram centralizados. Ambulatório, atendimento às pacientes, exames preventivos e a loja, funcionam todos em um só lugar. A necessidade da unificação dos serviços veio também, depois da enchente ocorrida em março deste ano, quando todos os materiais do ambulatório, desde documentos até aparelhos utilizados para procedimentos médicos.
A nova sede da Rede Feminina de Pomerode, ainda está longe de ser a ideal, segundo a presidente. Isso porque, ainda faltam móveis e alguns aparelhos para o local estar completo. “Algumas cadeiras, dois aparelhos de ar condicionado e outros materiais foram doados. Assim vamos montando todo o local, para poder atender as pacientes da melhor forma”, ressalta Sula. Inclusive, na última segunda-feira (09/08), durante a Sessão da Câmara de Vereadores, foi aprovada a doação de R$ 10 mil de subsídio para a entidade, através de uma subvenção do Legislativo Municipal. O dinheiro, segundo a presidente, também será utilizado na complementação do mobiliário e de equipamentos.

Sobra trabalho, faltam voluntárias
Hoje a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode conta com 56 voluntárias inscritas. Porém, segundo a diretoria, apenas 25 são atuantes. São elas, que fazem todo o trabalho com as pacientes. Por mês, são cerca de 70 mulheres que procuram e utilizam os serviços da Rede.
Para ser uma voluntária, segundo Sula, basta ter apenas vontade e um tempo disponível mensalmente. São essas mulheres, que trabalham para a rede sem cobrar nada, que fazem os trabalhos de atendimentos às pacientes, visitas domiciliares, palestras às usuárias, ou são vendedoras na lojinha. Mas para tudo isso, é preciso dedicação. “Precisamos de mulheres atuantes, que nos ajudem nos serviços e também nos eventos realizados pela Rede. Não cobramos nada por ajudar, por isso é um trabalho que tem que ser feito com o coração”, explica a presidente.
Além das voluntárias que trabalham na Rede, o médico ginecologista, que faz as avaliações clínicas e exames, também trabalha de forma gratuita para a entidade. E é por causa dessa falta de mulheres para o trabalho voluntário, que a Rede Feminina faz os atendimentos ambulatoriais em horário reduzido. Toda terça-feira, das 8h às 11h e toda quarta-feira, das 13h30min às 17h. Para Sula Amândio, sem voluntárias não há como estender o trabalho às pacientes.

A rede também tem dificuldades financeiras
Cada paciente custa em média para a Rede Feminina, R$ 50,00. Só com exames, a entidade tem um custo aproximado mensal, de R$ 650,00. Esse valor aumenta, quando funcionárias de empresas de Pomerode são atendidas pelas voluntárias. Toda a renda é obtida através de dois eventos principais, realizados durante o ano. O Café Natalino e o Pedágio da Rede Feminina de Combate ao Câncer, que será realizado neste sábado (13/08). Além das despesas com as pacientes, há também o salário de duas técnicas em enfermagem, que despende para o grupo o montante de R$ 300,00 por mês. E a preocupação atual é com a nova instalação. A partir de agora, despesas como água, energia elétrica, telefone e aluguel vão ser todas de responsabilidade da Rede. Antes, algumas delas eram pagas pela ACIP, já que o ambulatório era montado em uma estrutura emprestada pela associação.

Para ser voluntária, basta entrar em contato com a Rede, pelo telefone 9911-6662.
Rede Feminina da Combate ao Câncer de Pomerode
Rua XV de Novembro, 664 – próximo ao Fórum

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