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Dia do Colono e do Motorista é comemorado em Pomerode

No próximo dia 25 de julho se comemora o Dia do Colono e do Motorista, duas profissões que merecem toda a consideração, pois são importantes para a cidade e região, apesar de serem contrastantes. Isso porque uma remete a tradições cada vez menos praticadas nos dias modernos, enquanto a outra…

22 de julho de 2011

No próximo dia 25 de julho se comemora o Dia do Colono e do Motorista, duas profissões que merecem toda a consideração, pois são importantes para a cidade e região, apesar de serem contrastantes. Isso porque uma remete a tradições cada vez menos praticadas nos dias modernos, enquanto a outra é o presente diante da necessidade de locomoção ou escoamento da produção.
A agricultura ainda faz parte da vida de muitas comunidades em Pomerode, assim como aqueles que dependem de trabalhar nas fábricas, usam os ônibus para fazer os percursos: de casa para o trabalho; do trabalho para casa.
Por isso nada mais justo que comemorar a data com uma bela festa, como acontece todos os anos no Pavilhão da Festa Pomerana. Estamos falando da 15ª Festa do Colono, que será realizada na quinta-feira, 28/07, a partir das 10h e terá almoço, grupos folclóricos e muitas outras atrações. O ponto alto do evento acontecerá às 17h quando há a colheita, que esse ano terá um cará de 56 kg, mais uma vez colhido pelo casal Hilário Gustmann e Rute Gustmann, do bairro Testo Alto.

A vida na agricultura
Colono era o trabalhador rural estrangeiro que veio para o Brasil logo após o fim da escravidão, no início do século XX, para substituir os escravos nas lavouras, em especial as de café. Eles trabalhavam em regime de colonato, ou seja, moravam em casas dentro da fazenda, trabalhavam nas lavouras e recebiam em troca, uma parte da colheita, ou então podiam cultivar para seu próprio sustento em certas partes de terra.
Eram trabalhadores livres e chegavam ao Brasil com o sonho de, com seu trabalho, comprar terras no país. Sonho este impensável na Europa de então. Mas as condições de contrato eram regulamentadas por lei e sempre beneficiavam mais os fazendeiros, que os trabalhadores. Assim, os colonos jamais liquidavam suas dívidas e continuavam dependendo do fazendeiro. Mesmo assim, muitos colonos conquistaram sua independência e até se tornaram grandes fazendeiros no país.
A palavra "colono" ainda é muito usada em nossa região para nomear os trabalhadores rurais que tiram da terra seu sustento e para os descendentes dos antigos colonos. Em Pomerode ainda existem lugares onde se vendem produtos como frutas, verduras, doces e artesanatos feitos pelos colonos. Felizmente esta cultura ainda é muito forte, como se pode observar em localidades mais afastadas, como em Ribeirão Souto, onde muitas famílias ainda vivem apenas da agricultura.
Foi lá que encontramos a senhora Reintraud Hansen, que há muitos anos mora com a família na região e tem a agricultura como o principal sustento. É assim que muitos ainda escolhem viver, na tranquilidade do campo com alimentos colhidos na hora e animais que lhes completam a alimentação.
Em Testo Central, o agricultor Alfredo Bubbetz, de 60 anos, escolheu continuar nas terras mesmo depois de se aposentar como trabalhador da empresa Karsten. Acordando às 6h30min e começando a rotina da vida no campo, o aposentado se diz muito feliz. “Estou aqui há uns 35 anos, e gosto muito de viver nessas terras. Agora que está mais frio nós acordamos um pouco mais tarde, por volta das 7h, tratamos o gado, cuidamos da plantação, onde temos aipim, cana e outros produtos”, conta.
O aposentado, que mora com a sua esposa, filha, genro e neta, também é músico e ocupa os seus dias fazendo coisas que lhe fazem bem. “Depois de tanto tempo trabalhando, chega uma hora que precisamos descansar e aproveitar não é?”, comenta rindo, enquanto continua a separar o alimento para o gado.

Simpatia ao volante
Ir e vir transportando pessoas faz parte da vida do motorista, Kunibert Krüger, 46 anos, há 24 anos. Porém, o vai e vem começou há mais tempo. Exatos 29 anos atrás ele era contratado pela empresa Volkmann Turismo para ser cobrador e, com o passar dos anos, assumiu o volante, começando uma jornada pelas estradas do Brasil e ruas de Pomerode.
Sempre simpático e carismático com os passageiros ele conquista gerações, com muita motivação. Assim leva a vida sobre rodas esse motorista, que assim como tantos outros, merecem essa homenagem no Dia do Motorista.
Com amor pelo que faz e tantos anos de dedicação, Kunibert tem muitos quilômetros rodados e muitos amigos feitos no vai e vem do ônibus. Inclusive, ele garante, que muitos amigos foram conhecidos durante os percursos que fez. “Em 24 anos já transportei tanta gente que se tornou meu amigo, que convidei para festa e me convidaram, que nem seria justo eu citar um”, comenta.
Há passageiros hoje em dia que Kunibert transportava para a escola e seguem na companhia do motorista para faculdade, assim como tem aqueles que eram jovens e hoje embarcam seus filhos.
Apesar da timidez aparente diz que não perde um “dedo de prosa” com os passageiros e diz que aprende, diariamente com eles. O segredo para tanta motivação e sucesso com aqueles que ele transporta, ele garante, que é fruto da calma e da simpatia com que trata a todos. “Nós motoristas precisamos ser tolerantes e respeitar a todos. Claro que o trânsito às vezes nos tira do sério, mas eu procuro sempre manter a calma e sigo com tranquilidade meu destino”, contou.

Torcedor
Kunibert já fez fretamentos para o Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. Encarou muitas estradas cansativas, mas nada que fizesse perder sua paixão por dirigir. Porém, como qualquer pessoa, tem suas preferências. No caso do motorista da Volkmann, com certeza são os transportes que fez para delegações que disputaram Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC) e para o time de futsal da Malwee, nos tempos que tinha o super craque Manoel Tobias. “Quando ficava dias fora com as equipes da Fundação Municipal de Desportes (FMD) de Blumenau, chegava a torcer pela equipe quando assistia os jogos. O mesmo vale para o time da Malwee. Pena que naquela época do Manoel Tobias não tinha essa febre de máquina fotográfica digital para tirar um foto com ele”, concluiu.

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