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Coluna de Economia

por Luiz Felipe Eischtaedt de Bem

21 de julho de 2011

Nesta coluna compartilharei uma entrevista que se encontra no site da revista Exame. O título é: “Não adianta investir no Ibovespa, diz ex-diretor do BC”. Para Luiz Augusto Candiota, “blue chips” e ações de consumo caras e crise de difícil solução na Europa devem continuar a pressionar a bolsa como um todo.
Em entrevista a EXAME.com, o gestor de fundos afirmou que alguns papéis, como do setor de consumo, estão claramente caros. Também não deve haver uma recuperação rápida de empresas como Vale, Petrobras e siderúrgicas. Dessa forma, seria correr um risco desnecessário entrar na bolsa agora por meio de um fundo de ações que simplesmente replique o Ibovespa ou siga de perto a composição do principal índice da bolsa paulista.
A dica é importante porque, em geral, os fundos de investimento geridos por grandes bancos – exatamente os mais populares – se distanciam bem menos do índice Bovespa do que os produtos oferecidos pelas gestoras de recursos independentes. Entre os sete fundos de ações mais rentáveis do primeiro semestre, por exemplo, não houve nenhum representante dos grandes bancos.
Como colunista, meu dever é expressar a minha opinião, e concordo plenamente com o gestor Luiz Augusto Candiota. O cenário econômico mundial passa por um período de turbulência, refletindo ainda os problemas gerados pela crise de 2008. Já faz um bom tempo que tenho alertado investidores a respeito de qual empresa escolher para investir na bolsa, e seus respectivos riscos. Nos últimos 12 meses as ações da Petrobras caíram 15%, e não possuem nenhuma perspectiva de melhora no curto prazo, então eu pergunto, para que insistir no erro?
O investidor precisa entender que ele pode ganhar dinheiro com a bolsa em queda, com a bolsa em alta e com a bolsa andando de lado, cada tendência exige estratégias diferentes, e ficar preso a um fundo que apenas replique o índice Ibovespa é o mesmo que nadar contra a maré. Os maiores ganhos do ano foram reportados apostando na queda da bolsa, pois é muito mais fácil operar na mesma direção do fluxo e das notícias.
A bolsa sempre será um investimento de médio/longo prazo, mas é preciso saber escolher muito bem as empresas e a direção das operações, se o investidor aproveitar a flutuação da bolsa ele pode conseguir ótimos frutos realizando diversas operações durante o ano, e é ai que reside a diferença de quem ganha dinheiro e de quem fica a ver navios. Procure por um assessor de investimentos que certamente ele lhe auxiliará a obter ganhos melhores e ao mesmo tempo diminuir a exposição ao risco.

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