Velhos golpes, novas vítimas
A cada ano que passa mais golpes são aplicados contra a sociedade. E todos os dias são lançadas novas falcatruas contra os cidadãos. Em Pomerode o golpe mais comum é aplicados contra idosos, geralmente o golpista chega à vítima informando que é funcionário de algum sindicato ou associação e age…
A cada ano que passa mais golpes são aplicados contra a sociedade. E todos os dias são lançadas novas falcatruas contra os cidadãos. Em Pomerode o golpe mais comum é aplicados contra idosos, geralmente o golpista chega à vítima informando que é funcionário de algum sindicato ou associação e age na saída de bancos ou próximo a entidades de classe.
Ele aborda as vítimas dizendo que elas têm direito a receber os reajustes atrasados do benefício previdenciário, oferecendo-se, imediatamente, para agilizar o processo na Previdência Social. Para tal, pede alguns documentos e, para cobrir as despesas, um depósito de algum valor proporcional ao qual, segundo ele, a vítima terá direito pelos reajustes. Após receber o dinheiro, o estelionatário desaparece.
Estes golpes contra a sociedade parecem não ter mais fim. São as ligações telefônicas que geralmente partem de dentro dos presídios. Geralmente as ligações são feitas a cobrar, os criminosos informam a vítima contando que um familiar dela foi sequestrado e que, se não depositar uma quantia (geralmente entre 2 mil e 10 mil reais) imediatamente, a pessoa sequestrada será ferida ou morta. Em alguns casos o golpista pede também um número de código de cartões de recarga para celulares pré-pagos (que servem para os presos se comunicarem dentro dos presídios).
A performance teatral dos golpistas vai tão além que muitas vezes inclui gritos no fundo do telefonema e fornecimento de detalhes da pessoa supostamente sequestrada para assustar e convencer o interlocutor a pagar rapidamente a quantia solicitada. O envolvimento é tanto com o suposto sequestrador, que a vítima não liga para a pessoa que ele alega ter sequestrado, pois o golpista não deixa que desligue o telefone.
Outro golpe bastante comum com o uso de celulares é feito por meio de torpedos (mensagens SMS), dizendo que as vítimas teriam sido escolhidas em uma promoção para receber vários prêmios. Para recebê-los, os fraudadores pedem números de cartão de recarga para celulares ou solicitam o número de série (IMEI) do aparelhos celular para clonagem.
Mas o golpe mais comum é sem dúvida o do bilhete premiado. O criminoso pede informações sobre o endereço de uma agência da Caixa Econômica Federal dizendo que é para receber um prêmio da loteria. As vítimas que geralmente são pessoas idosas, às quais é mostrado o bilhete premiado (falso ou forjado) constando o número do bilhete premiado e o valor do prêmio.
A caminho do banco, o golpista propõe à vítima que lhe venda o bilhete premiado por uma fração do seu valor. Para justificar a generosa oferta dirá que tem pressa, ou que esqueceu os documentos, algumas vezes até um comparsa aparece e se oferece para comprar o bilhete, para que a vítima ache que está perdendo um ótimo negócio, entre outras desculpas. Se a vítima acreditar em toda essa conversa, sacará o dinheiro da própria conta bancária e entregará ao golpista em troca de um bilhete que não vale nada.
Novos golpes surgem todos os dias, e chegam por e-mail, correspondências informando que você ganhou prêmios extraordinários, ou até mesmo através de desconhecidos que abordam suas vítimas nas ruas. O delegado de Polícia Civil de Pomerode, Luiz Carlos Gross, informa que estes golpes são comuns, mas cabe a vítima identificá-los. A maneira mais fácil é desconfiando de todo o dinheiro que chega fácil, pois ninguém é tão bom que doa um bilhete premiado. “Dinheiro não cai do céu”, frisa o delegado.
Outra dica do delegado nos golpes de sequestro é sempre tentar entrar em contato com a pessoa que supostamente foi sequestrada, ou com a polícia e sempre manter a calma. Já no golpe do INSS que está sendo muito comum em Pomerode, em primeiro lugar o delegado aconselha a buscar informações sobre a pessoa, ligar na empresa que esta pessoa diz trabalhar, descobrir de onde veio, como tem os seus dados, e demais informações que achar necessárias. “Peça sempre uns dias para pensar na proposta, converse com alguém da família antes de entregar documentos a um estranho”, aconselha Gross.
O delegado lembra que ninguém trabalha de graça. Se alguém lhe oferecer dobrar o valor da aposentadoria, pergunte sempre quanto esta pessoa quer em troca, quanto isto vai lhe custar, e mesmo assim não dê o dinheiro no ato. Com alguns cuidados é possível evitar cair nestes golpes, que infelizmente ainda são muito comuns.