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O destino dos demistas

Qual será o futuro do Democratas (DEM) e de seus membros após o anúncio o oficial do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, que no domingo, dia 1º de maio, publicou em seu site uma nota oficial comunicando a saída do partido e a migração para o Partido Social Democrático…

8 de maio de 2011

Qual será o futuro do Democratas (DEM) e de seus membros após o anúncio o oficial do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, que no domingo, dia 1º de maio, publicou em seu site uma nota oficial comunicando a saída do partido e a migração para o Partido Social Democrático (PSD), fundado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab?
Ao que tudo indica, a maioria deve seguir o líder “mor”, mas as decisões serão tomadas nos próximos dias. Porém, a indicação de Colombo, deve determinar esse destino, já que antes do anúncio oficial, a expectativa era justamente como isso iria ser desenhado.
Aqui em Pomerode a sigla tem dois vereadores e faz parte da coligação que governa atualmente o município e as especulações quanto ao fim do partido também mobilizaram as lideranças locais.
Partidos fizeram convites aos demistas que ocupam os cargos no Legislativo e já é pensada a fundação da nova sigla na cidade. A debandada geral para o PSD pode provocar a extinção da sigla histórica, que um dia se chamou Partido da Frente Liberal.
Segundo o presidente do diretório municipal, Ércio Kriek, nesta sexta-feira, 06/05, haverá uma reunião com lideranças regionais, incluindo o presidente estadual do partido e prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing (DEM), onde será definida a diretriz. Para ele toda essa disputa nacional, gerou um mal-estar que não foi contornado e em razão disso o partido foi perdendo consistência, obrigando o governador a buscar um novo rumo. “A tendência é seguirmos o governador, até porque se isso ocorrer provavelmente teremos o segundo maior partido do estado. Isso acontecerá porque o PSD está atraindo membros de outras siglas como PDT, PP e PSDB”, disse o presidente.
Quem também está na dependência dessa reunião regional é o presidente da Câmara de Vereadores de Pomerode, Ricardo Campestrini (DEM), mas para ele esse não será o único fator importante para definir o seu futuro e de seus aliados. “Vou ouvir a orientação do DEM regional e conversar com os membros de Pomerode. Não podemos tomar uma decisão verticalizada, pois é importante sabermos o sentimento dos filiados”, disse o vereador que recebeu convites de outras siglas, mas apesar de ver com bons olhos qualquer convite recebido, deve seguir para o PSD.

Novos rumos
Na nota oficial Raimundo Colombo disse que nas últimas eleições, os catarinenses deram mostras que desejam um Estado que sirva às pessoas em primeiro lugar. Para ele a mesma lógica deve servir para o Brasil. Por isso, o governador acredita na renovação das atitudes dos partidos e demais instituições políticas.
Colombo disse que houve tentativas de sensibilizar os mais relevantes personagens políticos nacionais, mas as dificuldades que encontraram, os obrigou a construir um novo partido político no Brasil, esse foi o comentário do governador para explicar as dissidências internas existente no DEM, que não foram suprimidas com a eleição do senador José Agripino Maia como presidente nacional do partido.
Esse pensamento é compartilhado pelo presidente municipal do DEM, que também acredita na filosofia de Colombo, de que o Estado precisa ser mudado e aproximado das pessoas. “A descentralização, proposta pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), é o caminho. Porém é preciso incrementá-la com outros meios. Não podemos continuar com a maior parte da arrecadação ficando com a União, enquanto quem está mais perto da população fica como menor percentual. Temos que inverter essa lógica”, defende Kriek.

Em cima do muro
Apesar de ter sido lançado na política aliado ao PSDB, maior opositor hoje do Partido dos Trabalhadores (PT), partido da atual presidenta da República, Dilma Roussef, Gilberto Kassab, foi conciliador na fundação do partido. Segundo Kassab, a atuação do PSD será de centro. Não sendo um opositor ferrenho do Governo Federal, como era o DEM, mas também não se afastará do PSDB.

Governo Municipal
Base do governo Paulo Maurício Pizolatti (PP), o Democratas ou pelo menos seus membros que migrarem para a nova sigla devem seguir na coligação, conforme disse o presidente municipal do DEM, Ércio Kriek. “Hoje estamos coligados e permaneceremos até segunda ordem. Se as lideranças locais migrarem para o PSD, a aliança será mantida”, afirma Kriek.
Porém, a sequência no governo dependerá dos rumos que o partido irá tomar após a convenção municipal, que está prevista para junho. Isso é claro, se o partido não for extinto.

Saída já estava definida
O vereador Hamilton Petito (DEM), pediu desligamento da sigla antes mesmo da definição do governador, pois para ele a dissidência nacional fez a sigla perder a força que tinha e que ajudou a eleger Colombo em primeiro turno. Petito considera o PSD uma alternativa viável e legal para aqueles que desejam sair de suas siglas, porém teme pelo tempo hábil para a estruturação já para as próximas eleições municipais, em 2012.
“Avisei ao presidente municipal sobre a minha vontade de deixar o partido e os motivos que me levaram a isso. O mesmo fiz com o presidente da Câmara. Agora só falta comunicar esse meu desligamento ao governador, que é um amigo, e devo essa satisfação a ele”, disse o vereador.
Petito ainda estuda qual será seu novo destino, pois recebeu convites do PP e PMDB, porém para onde for garante que a condição de aliado ao atual governo municipal terá que ser respeitada. “Tenho uma postura de fidelidade aos meus princípios e às minhas amizades. Isso vale para o compromisso que tenho com o Paulo e isso terá que ser respeitado pelo partido que irá me receber”, garante Petito.

O PSD na história
A fundação do antigo Partido Social Democrático (PSD) data de 17 de julho de 1945, sob os auspícios do ex-presidente Getúlio Vargas, também inspirador do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), na mesma época. O PSD sobreviveu até quando a ditadura militar extinguiu por intermédio do AI-2 todos os antigos partidos, criando o MDB e a Arena. Restaurado o pluripartidarismo com o fim do regime militar, o PSD ressurgiu em 1980, sem obter o sucesso dos anos 40 e 50, sendo em 2002 a última eleição de que participou para, em 2003, ser incorporado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Mas o novo PSD, só leva o nome, do partido do passado, porque no mais é totalmente distinto.

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