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Editorial

Há pouco mais de um mês, a população pomerodense vivenciou uma situação que, para muitos, era difícil de acreditar. A enchente que se abateu sobre nosso município levou consigo, muito mais que roupas, utensílios, móveis e alimentos. Junto foram desfeitos anos de trabalho, sonhos e esperança. Quem viu a cidade…

15 de abril de 2011

Há pouco mais de um mês, a população pomerodense vivenciou uma situação que, para muitos, era difícil de acreditar. A enchente que se abateu sobre nosso município levou consigo, muito mais que roupas, utensílios, móveis e alimentos. Junto foram desfeitos anos de trabalho, sonhos e esperança. Quem viu a cidade após a tragédia, se perguntava: será que vamos conseguir nos reerguer?
Após 30 dias, o medo e a incerteza ainda tomam conta da população. No entanto, apesar de todos os prejuízos, medo e das marcas que ficaram na memória, a força do povo de nossa cidade anda falando mais alto. As ruas já não estão mais sujas, o comércio funciona a todo o vapor, as casas brilham como se nada tivesse acontecido. Se olharmos bem, não parece que há um mês Pomerode sofreu um dos fatos mais tristes de sua história.
Quem vivenciou os momentos daquela noite procura aprender as lições da catástrofe e passar a mensagem adiante, seja ela de fé ou mesmo de desprendimento aos bens materiais. Este sentimento, com certeza, foi o combustível para que uma onda de solidariedade tomasse conta da população, que não mediu esforços para ajudar os mais necessitados. E quando se trata de um povo como o de Pomerode, a vontade de dar a volta por cima fica mais evidente. Há no olhar das pessoas um sentimento de esperança, de um futuro melhor, inclusive, repensando o desenvolvimento da cidade. Pois, onde poderá ser seguro morar depois de tudo isso? Essa pergunta pode alavancar uma verticalização das moradias, mudando o cenário e as características da cidade, mas às vezes isso é necessário e somente discutindo e planejando a cidade de maneira sustentável, se alcançará um futuro próspero.
Tudo isso é importante, mas o principal é que ao invés de ficar se lamentando, o povo pomerodense arregaçou as mangas e, literalmente, colocou a mão na massa, reconstruindo aquilo que a chuva levou, sem perder a alegria no coração.
 

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