Editorial
Se o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, então o ditado popular esqueceu-se de Pomerode. Talvez no sentido literal da palavra, o raio realmente não atinja exatamente o mesmo ponto que outrora atingiu. Mas a profecia passou longe da Escola Municipal Professor Vidal Ferreira, e o raio insistiu…
Se o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, então o ditado popular esqueceu-se de Pomerode. Talvez no sentido literal da palavra, o raio realmente não atinja exatamente o mesmo ponto que outrora atingiu. Mas a profecia passou longe da Escola Municipal Professor Vidal Ferreira, e o raio insistiu em tirar o sono de professores, funcionários e alunos.
Durante a chuva da terça-feira, (durante a forte chuva, porque não), a equipe do Jornal de Pomerode acompanhava o drama dos moradores do bairro Pomerode Fundos quando passou diante da escola. Desolados, professores e funcionários nos convidaram a entrar para ver a situação em que a escola já se encontrava. Sentados, em frente ao refeitório, alguns choravam, outros, insistiam em entrar para salvar qualquer coisa que pudessem.
Foi questão de um minuto, dez fotos e a água já batia nas canelas. Viu-se a água subir, subir e subir, encharcando o resto de esperança de mudanças e melhoras que 2011 traria para a escola.
O ano de 2010 tinha encerrado com a novidade de um novo terreno, que abrigará em breve a Vidal Ferreira. Um terreno próximo de onde a escola está agora, mas que é livre de enchentes. A construção da nova escola não começou, mas a reconstrução já está em clima de início de aulas.
“Tínhamos acabado de limpar tudo aqui, deixando tudo pronto para o retorno das aulas, na próxima semana”, exclamavam os professores. A certeza de que segunda-feira, a escola estará impecável outra vez não é questionável, o que preocupa mesmo, é o que aconteceria (novamente), se alunos estivessem em sala de aula durante o temporal.
E mais um ano começa igual ao outro, como em qualquer escola no Brasil. Alunos chegando sorridentes, prontos para ganharem conhecimento, conhecerem novos colegas, sorrirem com brincadeiras e diversões. Quase todas as escolas começarão o ano assim, pois a Vidal ainda conviverá com o medo em que a chuva fará os alunos saírem às pressas da sala de aula, com funcionários vendo a água adentrar pelos cantos, molhando a construção em que abriga milhares de sonhos, inclusive, de estar em breve, em um lugar melhor.
Por: Renata Caleffi