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Se estivesse vivo, Tom Jobim completaria nesta última semana, 84 anos. Não faltaram homenagens ao ícone da música e cultura brasileira na internet. O Google, principal ferramenta de pesquisa no mundo, amanheceu com símbolos homenageando o compositor e maestro. Nascido no Rio de Janeiro, em 1927, Jobim é considerado um…
Se estivesse vivo, Tom Jobim completaria nesta última semana, 84 anos. Não faltaram homenagens ao ícone da música e cultura brasileira na internet. O Google, principal ferramenta de pesquisa no mundo, amanheceu com símbolos homenageando o compositor e maestro.
Nascido no Rio de Janeiro, em 1927, Jobim é considerado um dos expoentes da música brasileira. Ele aprendeu a tocar violão e piano com o professor alemão Hans-Joachim Koellreutter, introdutor da técnica dodecafônica no Brasil. Seu álbum “Chega de Saudade” é considerado o marco inicial da bossa nova.
Em 1949, Jobim casou-se com Thereza de Otero Hermanny, com quem teve dois filhos, Paulo e Elizabeth. O músico morreu em 1994 na cidade de Nova York.
Mas se engana que a biografia dele começa e termina assim, em dois parágrafos. Apaixonado pelo Brasil e sua cultura, escrevia sobre o Rio de Janeiro como ninguém. Com suas melodias, encantou gerações, e não há quem nunca tenha escutado alguma de suas composições.
“Eu vou morrer um dia, a música vai ficar”. Frase de Tom que perdurou estações, assim como sua sonoridade, seu canto e seu encanto, todo brasileiro e ao mesmo tempo, todo cheio de charme que não lembram em nada a malandragem típica nacionalista. “Carrego nas costas a cangalha de fazer música brasileira e me acusam de ser estrangeiro… Dediquei a minha vida à música brasileira, porque já tem francês para escrever música francesa, americano para escrever música americana”.
Quando jovem, tocava em barzinhos e boates em Copacabana, até conseguir um emprego como arranjador, e foi nessa época que as primeiras composições surgiram.
Em 56, o primeiro encontro que serviu de parceria eterna para a sonoridade brasileira: Vinícius de Moraes e Tom Jobim, na consagrada obra Orfeu da Conceição. Da parceria, surge a Bossa Nova. Ah, a Bossa Nova, quer coisa mais nacional que isto?
Tom foi um dos grandes destaques do Festival de Bossa Nova do Carnegie Hall, em Nova York e em seguida, ao lado do parceiro Vinícius, a obra prima da música brasileira surgia: Garota de Ipanema.
“Ah, se ela soubesse que quando ela passa, o mundo inteiro se enche de graça”. Se Tom soubesse o quão importante se tornaria neste mundo chamado Brasil, talvez parasse o tempo e voltasse a escrever mais clássicos e clássicos. E aos que pensam que ele morreu rico, em velório de luxo, antes mesmo disso Tom deixava bem claro: “Eu não sou homem de negócios, não tenho apartamentos alugados, nem terrenos. O dinheiro que entra é para a casa, o carro, o uisquinho, a cervejinha”.
Para ele, a vida era o que importava, fora ela, nada mais tinha tanto valor. “Preciso sobreviver para atingir a idade da realização, para ser feliz. Não vale sair antes do jogo terminar … A gente só leva da vida a vida que a gente leva”, e talvez a sua vida, tenha sido dedicada demais para o romantismo da bossa nova.
“Vai minha tristeza, e diz a ela que sem ela não pode ser, diz-lhe, numa prece, que ela regresse, porque eu não posso mais sofrer. Chega de saudade”.
(Tom Jobim)