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Nesta semana, o Dieese apontou um levantamento sobre o valor que deveria ser o salário mínimo brasileiro. Nele, consta que esse seria o necessário para um trabalhador brasileiro ter suas despesas em dia. R$ 2.227,53. Dois mil, duzentos e vinte sete reais com cinquenta e três centavos. Esse é o…
Nesta semana, o Dieese apontou um levantamento sobre o valor que deveria ser o salário mínimo brasileiro. Nele, consta que esse seria o necessário para um trabalhador brasileiro ter suas despesas em dia.
R$ 2.227,53. Dois mil, duzentos e vinte sete reais com cinquenta e três centavos. Esse é o que um brasileiro, como eu e você, deveríamos receber, ao invés dos R$540 que recebemos atualmente.
O cálculo do Dieese foi feito com base no custo da cesta básica de São Paulo, considera gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O valor representa 4,37 vezes o mínimo vigente em dezembro, que na época era de R$ 510.
Segundo os cálculos do Dieese, os trabalhadores remunerados com um salário mínimo tiveram de cumprir uma jornada de 98 horas e 11 minutos em dezembro para comprar a cesta básica. O valor dos alimentos comprometeu 48,51% do salário líquido — após o desconto da previdência. Em novembro, a parcela dedicada à compra da cesta básica havia sido 48,52% do salário mínimo líquido.
Analisando os fatos, observamos que na verdade o mínimo é mínimo mesmo. As várias manobras que os brasileiros conseguem dar para conseguir sobreviver são realmente incríveis.
Não há quem pague tantos impostos e que no fim das contas ainda consiga sorrir ao som de um bom samba. E é todo ano assim. Passam as festas, passam as comemorações e nós voltamos a realidade de um salário que sobe de dez em dez reais, em contrapartida, os impostos sobem na casa das centenas.
Cogita-se a ideia de que o salário aumente, mas se isso acontecer, as contas do governo irão para o espaço. O fundo de garantia não suporta aumentos reais, e nessa maratona de dinheiro que entra e sai, quem sofre é o trabalhador, que não tem seu salário no patamar de sempre.
Além da pesquisa elaborada pelo Dieese, a afirmação de que o salário subirá mesmo para R$540,00, também causou conflitos no país. O coordenador da bancada do PSDB na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, deputado Rogério Marinho (RN), criticou a contradição no discurso de integrantes do governo Dilma em relação ao reajuste do salário mínimo. Para os membros tucanos, o piso salarial deveria ser de R$600,00, mas para os membros do governo petista, o aumento maior que R$540,00 não está previsto na Lei Orçamentária, e, portanto não pode ser aplicado.
Os tucanos confirmam que há recursos disponíveis para a concessão de um reajuste maior em relação ao defendido pela base do governo durante o processo de votação do Orçamento no Congresso, e que esse valor chega a R$ 40 bilhões, demonstrando que há dinheiro no caixa e que esse valor pode ser aumentado.
São muitas as consequências desse aumento (devido) e que teriam que vir com vários incentivos aos que pagariam por esses aumentos, mas não há com o que se preocupar, já que esse aumento do nosso mínimo está realmente fora dos planos dos governantes e bem distante dos sonhos dos brasileiros.