- Astrologia
- Auto
- Classificados
- Publicações Legais
- Bombeiros
- Colunas
- Comunidade
- Cotidiano
- Cultura
- Economia
- Entretenimento
- Educação
- Especiais
- Esporte
- Estado
- Eventos
- Pomerlamm Fest ao vivo
- Fotolegenda
- Geral
- JP Explica
- Meio Ambiente
- Mundo
- País
- Perfil Empresarial
- Polícia
- Política
- Obituário
- Revista JP
- Saúde
- Segurança
- Serviços
- Tecnologia
- Turismo
- Trânsito
- Vale do Itajaí
Histórias do Esporte
Por Arno Nascimento
Ao chegar a Helsinque para participar dos XV Jogos Olímpicos, em julho de 1952, o corredor techeco Emil Zatopek, então com 29 anos, já era um fundista famoso no mundo inteiro. Sua imagem estava viva na memória de todos os esportistas: magro, desajeitado, que ao correr fazia caretas, ora cômicas, ora dramáticas. Punha a língua para fora, agitava a cabeça de um lado para o outro, os ombros pendiam e temia-se, às vezes, que em algum momento, sofresse um colapso e caísse. Mas ele jamais caiu.
Era esse homem, oficial do Exército da Techecoslováquia, que se dispunha a assombrar o público de Helsinque, inscrevendo-se nas três mais longas provas da programação olímpica: 5.000 m, 10.000 m e a Maratona (42.195 m).
Ganhou as três, numa façanha absolutamente extraordinária: antes dele, ninguém a alcançara. Depois dele, ninguém repetia. Pois um atleta como Emil Zatopek não nasce duas vezes.