Geral

Oportunidade à vista? Resultado em parcelas muito boas

E.B.M. Olavo Bilac

17 de dezembro de 2010

Um simples passeio? Não. Um aprendizado? Não. Um conhecimento a mais, quem sabe? Também não. Depois de tudo o que passamos, podemos dizer, com toda certeza, que foi uma lição de vida para jamais esquecer. A XXIIV Feira Catarinense de Matemática foi realmente uma experiência única.
O evento foi realizado em Campos Novos, nos dias 18 e 19 de novembro, com mais de 160 trabalhos concorrendo. Estes, divididos nas categorias, Educação Infantil, Anos Iniciais, Anos Finais e Ensino Médio.
Pomerode foi representada por oito projetos, um deles da Olavo, com o tema ?Os Continentes? – realizado por mim, Felipe André Rahn, e meu colega Esteban Diego Koch, com orientação das professoras Elana Pagel, de Língua Portuguesa e Eliana S. Sell, de Matemática.
A viagem foi longa, em torno de 5 horas. Chegamos lá no dia 17, arrumamos os estandes no local da feira, que era o Galpão Crioulo, e fomos para o alojamento. A receptividade foi ótima.
Mas, como há o lado bom, sempre há o lado ruim. E dessa vez foi o desrespeito à higiene pessoal. Os banheiros do alojamento eram verdadeiramente imundos. A situação era tão complicada que tivemos que esperar até meia noite e meia, quando todos estavam dormindo, para ir tomar banho.
Mas talvez isso estivesse guardado para nós, pois essas horas acordados até tarde nos trouxeram momentos de reflexão e, em certo ponto, espanto e admiração. Além de nos divertir com enigmas, tivemos uma conversa muito aberta sobre a morte. Talvez vocês estejam se perguntando ?sim, e o que isso importa para mim??. Escrevi isso para mostrar que não podemos escolher momentos para começar uma conversa e ter certeza de que ela vai ser uma conversa fascinante. Isso acontece por acaso. No nosso caso, por exemplo, tudo saiu de uma simples leitura de um mural que dizia a seguinte mensagem: ?Todos aqueles que se vão deixam um pouco de si e levam um pouco de nós?.
Mas bem, de banho tomado, fomos nos outros dois dias para a feira. No nosso grupo, estavam competindo o nosso trabalho e mais cinco. Depois de uma carga horária de 20 horas de feira veio a tão esperada premiação. O nosso trabalho era o de número 83, então imaginem, esperar 82 trabalhos serem premiados, para finalmente ser o nosso. Mas, quem espera, sempre alcança. E dessa vez não foi diferente. ?Trabalho de número 83, da E.B.M. OIavo Bilac, de Pomerode, Os Continentes, troféu destaque? foi a fala ao chegar o nosso projeto.
Além dessa alegria, com certeza, também nos divertimos muito, já que é claro que tivemos nossos momentos de jogos, brincadeiras, e risos.
?Não aprendemos lições morais, como o trabalho em equipe, o esforço, e a dedicação apenas nas apresentações. Aprendemos aproveitar chances, a correr atrás de algo, a ter paciência, enfim, vivenciamos e aprendemos coisas totalmente diferentes do nosso cotidiano?, finaliza o Jornalista Mirim Felipe André Rahn.

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