EDITORIAL
O ano não começou com boas notícias para a comunidade da Escola de Educação Básica Municipal Professor Vidal Ferreira. Na verdade, não poderia ter começado pior. Após fortes chuvas que caíram na cidade entre os dias 26 de janeiro e 09 de fevereiro, que assustaram novamente os moradores de Pomerode,…
O ano não começou com boas notícias para a comunidade da Escola de Educação Básica Municipal Professor Vidal Ferreira. Na verdade, não poderia ter começado pior.
Após fortes chuvas que caíram na cidade entre os dias 26 de janeiro e 09 de fevereiro, que assustaram novamente os moradores de Pomerode, outra enxurrada castigou a região, que não teve tempo nem de se recuperar da primeira tragédia, sendo assolada brutalmente por outra. Na sexta-feira, 12/02, a escola foi atingida verossimilmente.
?A forte precipitação (47 mm em apenas meia hora) ocorreu no final da tarde. As pessoas, perplexas, não acreditavam no que viam diante dos seus olhos. Uma cidade em recuperação atingida mais uma vez por uma grande quantidade de água, vinda do céu, fazendo com que rios transbordassem e que residências fossem novamente afetadas, que pontes fossem comprometidas, e que tudo, simplesmente tudo, o que havia sido feito em termos de recuperação, fosse literalmente por água abaixo. Os alunos tiveram dificuldade em retornar para as suas casas, em virtude dos alagamentos. Em Pomerode Fundos, foi necessária a utilização de veículos de grande porte para garantir a segurança dos estudantes?, contava a reportagem do Jornal de Pomerode.
E apesar da descrição, nada conseguia se aproximar do sentimento dos moradores e estudantes. A escola sendo invadida por uma água que só crescia, crescia e crescia. Quando tudo parecia voltar ao normal, aulas retomadas, equipes de limpeza deixando a ?Cidade mais Alemã do País? novamente em ordem, a chuva volta e destrói a tranquilidade desse povo.
Nada que mudasse o pensamento de reconstrução que nasceu nos pomerodenses junto com as primeiras enchentes. Na escola Vidal Ferreira foram danificados materiais escolares, mobílias, documentos e aparelhos elétricos. Os moradores realizaram mutirão para remediar a situação. O prefeito municipal, Paulo Maurício Pizzolatti, mencionou que a união da comunidade naquele momento foi muito importante.
Dez meses depois dessa catástrofe, a escola já se reergueu e seguiu rumo a um ano de conquistas. Ao olhar para o céu e ver nuvens de chuva, nascia à preocupação, mas ao mesmo tempo, de mãos dadas, a esperança renascia em cada nascer do sol. Dez meses depois dessa catástrofe, a Escola Vidal Ferreira tem muito a comemorar. Nesta semana, foi adquirido pela Prefeitura Municipal, em Pomerode Fundos, um terreno para construção das novas instalações da instituição de educação, que é tão atingida pelas enchentes. A escola poderá atender ainda a Educação Infantil, podendo zerar a lista de espera para esta modalidade de ensino, conforme explicou a secretária de educação e formação empreendedora, Neuzi Schotten, em pronunciamento na Câmara de Vereadores de Pomerode.
O novo terreno, de acordo com a vice-prefeita, Gladys Siewert, é em uma área que não corre riscos de enchentes. ?Sem contar na beleza. Vamos poder até construir um ginásio coberto para os alunos, que neste terreno atual é impossível?.
Maquinário nas ruas, caminhão pipa limpando os locais mais atingidos. Isso pode até acontecer novamente, mas o que não podemos deixar, é que nossos alunos sofram uma tragédia ainda maior.
A boa notícia para a Vidal Ferreira certamente será muito comemorada por alunos, pais e professores, que vivenciam as necessidades do local. O medo de ir a escola mudará para a satisfação de um ambiente seguro, construído justamente para dar apoio necessário em caso de tragédias.
Que esta construção inicie e se conclua o mais rápido possível, para que em 2011, a prosperidade desejada, a saúde ansiada e os votos de um Feliz Ano Novo, se estendam a esta nova E.B.M. Professor Vidal Ferreira. E que 2010 seja apenas a lembrança feliz da aquisição do novo terreno, apagando as imagens de uma escola coberta pela água.