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A cultura de ontem, na Pomerode de hoje

Em tempos que antecedem a Páscoa, a cidade mais alemã do Brasil veste-se com ovos coloridos e enfeita árvores em diversos pontos do município. A ação traz para a cidade um número expressivo de visitantes, que passam aqui os fins de semana, para conhecer a maior árvore de Páscoa, Osternbaum, mais famosa do país. No entanto, o título ainda é recente para a cidade.

1 de junho de 2015

Em tempos que antecedem a Páscoa, a cidade mais alemã do Brasil veste-se com ovos coloridos e enfeita árvores em diversos pontos do município. A ação traz para a cidade um número expressivo de visitantes, que passam aqui os fins de semana, para conhecer a maior árvore de Páscoa, Osternbaum, mais famosa do país.
No entanto, o título ainda é recente para a cidade. E, sabendo disso, a E.E.B.M. Prof. Vidal Ferreira, com o apoio da Secretaria de Educação, elaborou um documentário sobre os costumes e tradições alemãs.
Com duração de 30 minutos, o documentário produzido pelo professor João Altair S. dos Santos e que contou com a participação da aluna Thalia Jaqueline Schuh, está sendo apresentado à comunidade pomerodense.
Uma cidade que mantêm viva a essência da cultura germânica por meio da língua alemã, dos costumes, da gastronomia, da arquitetura, do legado cultural. Assim podemos conceituar Pomerode e, assim, transformamos palavras e histórias em um documentário, explica o professor João.
No documentário, a abordagem é feita através de depoimentos de famílias que contam o legado cultural trazido pelos imigrantes pomeranos, antes, durante e após a Páscoa.
A construção do documentário foi feita através de questionamentos para a compreensão da data, em tempos onde as tradições eram mantidas a risca e por todos. Atualmente, pouco se vê sobre os stibas ou da flor de Páscoa, relata o professor.
Os costumes mudaram, mas a importância da data ainda é a mesma. Mais do que um atrativo turístico, a celebração da Páscoa traz a fé, a crença e a magia consigo.
A celebração da primavera já ocorria séculos antes do nascimento de Cristo; as tribos da Europa adoravam a bela Deusa da primavera Ostera e realizavam muitas celebrações nesta estação, pois a primavera representa a ressureição da vida. O ovo simboliza a vida iminente, oculta e misteriosa, que está por surgir, enaltece João.
Notada nas festividades de gerações passadas e também nas atuais, a questão econômica faz toda a diferença na forma de celebração. Notamos que a maneira de celebrar pode ser a mesma, no entanto os apetrechos e preparativos são diferentes. Passamos por diversos bairros de Pomerode, e notamos que as celebrações são realizadas de forma distinta, apesar da cultura germânica ser a mesma, completa o professor.
A cultura, em toda a sua magnitude, não pode e nem deve ser perdida. Para tanto, o documentário eterniza, em vídeo, o que as famílias vivenciavam, e alguns ainda vivem, durante o período de Páscoa. Algumas com casas enfeitadas, outras num momento mais espiritual. Independente de como é celebrada, a data é de suma importância para a população, seja comercialmente ou por causa da fé.

O Documentário será exibido na sala de cinema do Centro Cultural – Durante a 5ª Osterfest, na sala de cinema do Centro Cultural, os visitantes poderão assistir ao documentário. A sessão começa às14h, tanto nos sábados como nos domingos.

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