Azul é a cor de novembro
Mês marca o Dia mundial do diabetes, 14/11, e para apoiar essa campanha, a Sesa realiza diversas ações na cidade.
A diabetes é uma doença que atinge aproximadamente 240 milhões de pessoas no mundo inteiro, ou seja, 06% da população global, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Em Pomerode, cerca de 600 pessoas são acompanhadas por profissionais, o que representa 02% da população. Para o gerente da Vigilância Epidemiológica, Luís Germano Harmel, é necessário entender o impacto do diabetes na saúde e saber como evitar ou retardar o aparecimento da doença e suas complicações.
Essa doença, tão comum no mundo, é uma doença metabólica que se caracteriza pelo aumento de açúcar ou glicose no sangue.
Para esclarecer e conscientizar a população pomerodense sobre a diabetes, a Secretaria Municipal de Saúde, Sesa, realiza palestras sobre o tema com grupos específicos. No local, são distribuídos folders e material informativo.
Ainda dentro das comemorações, a Prefeitura Municipal de Pomerode e os Postos de Saúde ganharam cor e iluminação azul para apoiar as ações do Dia Mundial do Diabetes, realizado dia 14 em mais de 150 países. Arcos na cor azul decoram as Unidades de Saúde de Pomerode, assim como a iluminação instalada no Paço Municipal.
O azul foi escolhido como cor símbolo da atividade deste ano porque, segundo a OMS , representa ?o céu que une todas as nações e a comunidade internacional do diabetes?.
Segundo a secretária de saúde, Maria Regina de Souza, as pessoas cadastradas na secretaria são orientadas, monitoradas e recebem a correta medicação em todas as fases da doença. Para ela, a campanha do Dia Mundial do Diabetes promove ainda mais a importância dos programas estruturados de educação na doença como forma de prevenir e controlar a mesma para inserção do tema nas comunidades.
Entenda a doença
Há dois tipos de Diabetes: o tipo 1, onde o pâncreas não produz insulina e o tipo 2, onde o pâncreas produz insulina em quantidade insuficiente. O desencadeamento de diabetes tipo 1 é geralmente repentino e dramático e pode incluir sintomas como sede excessiva, perda de peso, fome exagerada, cansaço inexplicável, muita vontade de urinar, má cicatrização, visão embaçada, etc.
Esses sintomas também detectam doentes de diabetes tipo 2, mas geralmente são menos evidentes.
Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o diabetes tipo 1, mas são comprovados casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença e outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. Outro dado é que, no geral, o diabetes tipo 1 é mais frequente em pessoas com menos de 35 anos, contudo ela pode surgir em qualquer idade.
Previna-se
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do tipo 2 da doença em adultos é o histórico familiar e a obesidade. Este tipo de diabetes geralmente acomete pessoas com mais de 40 anos de idade e crianças que nasceram com mais de quatro quilos. O diagnóstico pode ser feito com o exame da glicemia, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O controle do diabetes deve ser feito, principalmente, com mudança nos hábitos de vida: controle da alimentação e prática de atividades físicas. O tratamento também pode incluir medicamentos para controle da insulina (por via oral ou venosa).
Uma das estratégias do Brasil para a prevenção e o acompanhamento do diabetes entre a população é o trabalho desenvolvido pelas 31,5 mil equipes de Saúde da Família. Presentes em 99% dos municípios, elas conseguem identificar, tratar e acompanhar a evolução dos portadores de diabetes. Nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs), os pacientes podem ser acompanhados por nutricionistas, por exemplo.
Tratamento
Quem manifesta a diabetes tem a quantidade de insulina produzida pelo organismo muito baixa e com isso as moléculas de glicose permanecem no sangue, sem serem aproveitadas pelas células. Se a taxa de glicose ficar elevada, passando de 180 mg%, os rins solicitam mais água para que o excesso seja diluído.
Ainda não existe cura para a doença, mas existem formas de controlar. O tratamento é constituído por três etapas: dieta, exercícios e remédios, estes, sempre sob prescrição médica.
O SUS oferece, gratuitamente, diagnóstico, acompanhamento dos pacientes e medicação nas unidades de saúde. As ações estão previstas no Programa Nacional de Hipertensão Arterial e Diabetes Melittus (Hiperdia), que também prevê a capacitação dos profissionais da rede pública, a atualização permanente de protocolos clínicos e a assistência farmacêutica aos doentes por meio da distribuição dos remédios orais e da Insulina Regular e Insulina NPH (também conhecida como ?de absorção lenta?), além da distribuição de ?fitas? e aparelhos para medir a glicemia.
Por mês, o Ministério encaminha aos Estados uma média de um milhão de frascos de insulina para a distribuição aos pacientes pelas secretarias municipais de saúde. Para ter acesso ao medicamento, os portadores da doença devem apresentar receita médica nas Unidades Básicas de Saúde ou ter cadastro junto à secretaria municipal de saúde.
Consumo de fibras auxilia na dieta dos diabéticos
No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas são portadoras da doença, sendo que 500 novos casos surgem por dia. A maior parte das ocorrências é do diabetes tipo 2, cuja incidência é maior após os 40 anos.
A OMS confirma que 80% das pessoas com diabetes tipo 2 estão acima do peso, por isso, como início de tratamento, é recomendado (e exigido muitas vezes) que sejam feitas modificações do estilo de vida, que envolvem uma dieta adequada visando controle do peso e da glicemia, além da prática de atividades físicas regulares.
Pesquisas atuais têm mostrado que as fibras alimentares, em especial as solúveis, colaboram para o controle da glicemia, além de apresentarem efeitos benéficos sobre o perfil lipídico e hipertensão arterial.
Elas não tem nenhuma função nutritiva, praticamente não produzem energia para nosso corpo, porque nem chegam a ser digeridas nem absorvidas, e justamente por isso, interferem em todos os movimentos do sistema gastrointestinal, melhorando nossa disposição, humor e reduzindo o risco de uma série de doenças. As fibras, quando ingeridas, provocam um atraso no esvaziamento gástrico, e com isso, liberam lentamento glicose para o intestino delgado, onde será absorvida, assim, a concentração no sangue vai subindo gradativamente e lentamente.
A farinha de banana verde e a casca do maracujá são exemplos de fibras investigadas com a finalidade de ajudar no controle da glicemia. No caso da casca do maracujá, estudos mostram que a pectina, uma fibra solúvel presente em grande quantidade no alimento, é capaz de retardar a absorção de carboidratos. Já a farinha de banana verde é rica em amido resistente, uma substância considerada fibra alimentar por não ser digerida e se tornar disponível como substrato para fermentação pelas bactérias anaeróbicas do cólon. Estudos mostram que esse tipo de fibra pode reduzir as respostas pós prandiais glicêmicas e insulinêmicas, aumentando a sensibilidade à insulina.
As fibras são encontradas em frutas, verduras, aveia, cevada, leguminosas (feijão, lentilha, soja, grão de bico), farelo de trigo, cereais integrais (arroz, pão, torrada) entre outras que podem ser compradas em estabelecimentos especializados.