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Bomba preocupa e alerta população pomerodense

Na quinta-feira, 04/11, na parte da manhã, um rádio relógio foi encontrado na residência da família Klemme, moradores do Bairro Ribeirão Clara. O que assusta a população é que este já é o segundo caso no ano. Em julho, uma batedeira foi encontrada na Rua Alberto Rahn e também era…

12 de novembro de 2010

Na quinta-feira, 04/11, na parte da manhã, um rádio relógio foi encontrado na residência da família Klemme, moradores do Bairro Ribeirão Clara.

O que assusta a população é que este já é o segundo caso no ano. Em julho, uma batedeira foi encontrada na Rua Alberto Rahn e também era aparentemente nova. Ao ser ligada na energia elétrica, ela explodiu. O homem de 34 anos teve ferimentos.
Desta vez, de acordo com o irmão da vítima, Jean Klemme, o pai encontrou a caixa em cima do muro, ao lado da caixa do correio, e levou para dentro imaginando ser de algum vizinho ou até mesmo dos filhos ou esposa. Ele a deixou e foi trabalhar. ?Ele trouxe para cá e minha mãe perguntou para mim e para meu irmão se aquele pacote era nosso. Nós dois falamos que não e deixamos o embrulho ali?.

A mãe da vítima informou que o pacote estava aberto, mas parecia ser um objeto novo. ?Ele não estava totalmente lacrado, mas ainda tinha o papel-bolha e o manual estava na caixa. Foi muito estranho, mas imaginei que pudesse ser um presente para minha nora, ou algo parecido. Quando o abrimos, vimos que na parte da frente tinha um lado branco, até achamos estranho, tive a impressão que era algo errado, então resolvemos deixar o objeto ali. Fui para a cozinha e deixei o rádio no sofá, só voltei no momento em que ouvi a explosão e a bomba então, já havia explodido. Meu filho estava com as duas mãos cobertas de sangue. Foi horrível?, lamenta Vilma.

Os familiares exclamaram que o Geovane, de 14 anos, resolveu abrir o pacote e fazê-lo funcionar, e isso trouxe as consequências. Quando ele colocou o aparelho na tomada, em poucos segundos ele explodiu. ?Fez até um barulhinho antes de explodir?, comentou Jean. ?Voaram cacos para todos os lados?, finaliza a mãe.

O cômodo onde o aparelho explodiu ficou bastante danificado, inclusive, no teto, a forração chegou a cair. A mãe explicou que o ortopedista que atendeu Geovane falou que o mesmo teve sorte por ser canhoto e ter colocado na tomada com a mão direita, ou seja, a recuperação será mais rápida e fácil. ?A mão direita dele foi bastante atingida, a pele na parte interna ficou toda queimada. Na esquerda, dois dedos ficaram machucados e os dois braços tiveram queimaduras graves.

O médico disse que depois da pele se regenerar, o que vai acontecer naturalmente, ele deverá passar por uma cirurgia plástica que recuperará a parte danificada, mas isso ainda dependerá da recuperação?, explica Vilma. Ela ainda contou que há riscos de contaminação, e por isso, o adolescente não pode se expor à luz do sol, nem à iluminação de lâmpadas. Pela casa, a família adaptou os lugares para que Geovane pudesse transitar. ?Qualquer um que for ter contato com ele tem que fazer higienização, pois ele ainda está frágil e não podemos facilitar. Qualquer contaminação agora fará com que ele tenha consequências mais graves?.

Ninguém da família compreende o porquê do explosivo ter sido deixado em sua casa. Segundo eles, a família não possui inimigos e nem recorda de algum motivo para que alguém tivesse deixado essa bomba na residência. ?Preocupamos-nos porque moramos perto da escola Hermann Guenther, e isso aconteceu de manhã. Uma criança poderia ter passado e pegado o aparelho, levado à escola e ligado, provocando uma tragédia ainda maior?, diz a mãe.

O Instituto Geral de Perícias (IGP) esteve no local para iniciar as investigações, e o delegado Luiz Carlos Gross, já começou a ouvir as testemunhas. ?Já ouvimos familiares, amigos, vizinhos e continuamos as investigações. O laudo será feito em Florianópolis e, portanto, deve demorar um pouco para chegar ao resultado final?. Segundo ele, o laudo feito pela perícia da capital do estado será mais preciso. Gross ainda comentou que as investigações e as declarações devem continuar, mas a princípio não há suspeitos da produção do artefato.

As Polícias Militar e Civil da cidade reinteram o pedido feito na época em que a batedeira explodiu: não abrir qualquer objeto deixado por algum estranho ou desconhecido. Nunca se sabe o que pode acontecer. Às vezes, esse objeto pode conter uma bomba mais forte e provocar uma tragédia ainda maior.

“Fui para a cozinha e deixei o rádio no sofá, só voltei no momento que ouvi a explosão e a bomba então, já havia explodido. Meu filho estava com as duas mãos cobertas de sangue. Foi horrível? – Dona Vilma [Mãe]

 

 

 

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