Carta ao prefeito
E.E.B.M. Duque de Caxias
Meu nome é Giovane Borchardt. Eu tenho 13 anos e sou aluno da 7ª série (vespertino) do Ensino Fundamental da EEBM Duque de Caxias, jornalista mirim, integrante do Grupo de Multiplicadores da Prevenção e candidato a vereador mirim 2011. Na Semana da Água eu enviei ao Prefeito Paulo Mauricio Pizzolatti uma cartinha registrando o que ocorria em frente a nossa escola.
Nossa escola está situada ao lado de um morro onde o caminhão de lixo não consegue acesso devido a inclinação do mesmo. Por esse motivo os moradores deixavam o lixo para ser recolhido em frente da nossa escola.
Muitas vezes, os moradores colocavam o lixo dias antes do caminhão de lixo passar para recolher, em um terreno particular na frente da nossa escola. O local aonde os moradores colocavam o lixo era ao lado do Ribeirão Areia e quando ocorriam fortes chuvas, esse lixo todo era arrastado para dentro do mesmo, poluindo o ribeirão.
De lá pra cá, a situação mudou um pouco, pois agora, o que ocorria na frente da nossa escola, acontece bem atrás da janela da Secretaria da nossa escola.
Muitos animais conseguem arrebentar as sacolas em procura de alimento e espalham o lixo por toda rua. O lixo provoca doenças e atrai insetos e roedores, além de provocar mau cheiro. Aliás, nos dias quentes, o lixo exala um forte odor que é sentido na Secretaria e nas salas de aula acima do depósito. No verão essa situação será insustentável. Inclusive, alerto para o fato de que estamos chegando perto dos meses de muita chuva.
O vereador mirim de nossa escola (Max Ferrari Ott) já elaborou um projeto para a Câmara de Vereadores sobre este assunto, mas até o momento nada aconteceu. Até mesmo a Vigilância Sanitária esteve observando, mas nenhuma mudança foi percebida. Já foi feito contato com a Samae e até o momento estamos aguardando uma solução para este problema.
Eu gostaria que algo fosse feito para que os moradores pudessem depositar o lixo. Nossa cidade é conhecida pela sua ótima qualidade educacional, ótima qualidade de vida, várias opções de empregos, mas por que não ser conhecida como a cidade mais limpa? Sabemos também que isso não acontece somente aqui, mas seria um grande avanço nesse assunto se fosse implantado uma lixeira nos pontos mais críticos da cidade.
Com essa situação me surge a seguinte pergunta: para que são feitas palestras e programas de conscientização sobre o assunto?
Escrevi esta carta na esperança de ver uma solução para esse caso. Para isso conto com as providências de órgãos competentes para resolução desse problema. Para a comunidade, eu peço mais consciência. Na semana passada, haviam roupas em sacolas de lixo que foram abertas e estavam espalhadas por cima do lixo. Por que não doar essas roupas às pessoas carentes? É comum vermos também móveis e objetos que poderiam ter uso para famílias carentes. Ainda assim, foram jogados no lixo. Sob sol e chuva, à espera de serem recolhidos. Agora nada mais terá serventia à alguém.
Muitas dessas famílias, provavelmente têm filhos nesta escola ou já passaram por aqui. Então, por quê?!? Eu não entendo. Se todos fizerem a sua parte, problemas como esses não existirão mais. Ser educado nem sempre é fácil, mas com certeza é a melhor opção para todos, inclusive para a natureza.
Giovane Borchardt, 7ª Série, Jornalista Mirim. EEBM Duque de Caxias.