Um bilhão de pessoas acompanha resgate emocionado de mineiros soterrados no Chile
A noite foi longa. O mundo não tira os olhos da televisão, não tira os olhos do Chile. O esforço e o engenho de uma equipe dedicada estão trazendo cada um dos 33 mineiros de volta à vida.
A ansiedade tomou conta das famílias e de centenas de jornalistas que vieram à mina de São José. Uma infinidade de câmeras levando imagens para um bilhão de pessoas em todo o mundo.
A operação de resgate mais complexa da história da mineração parecia perto do fim, mas técnicos da equipe de resgate deram início a um lento processo de checagem.
Pouco depois das 23h, a cabine Fênix foi içada. Quando entrou no poço pela primeira vez, o acampamento vibrou. A cabine de apenas 53 centímetros de largura entrou no refúgio e o resgatista abraçou os trabalhadores. Euforia.
Quase 69 dias depois, surgia a imagem da salvação. À 00h10, surgia o primeiro mineiro. Florencio Ávalos, de 31 anos, levou 16 minutos para sair do coração da mina. O abraço e o choro do filho de 8 anos resumiram a emoção de todos.
Logo depois da saída de Ávalos, o presidente chileno Sebastian Piñera agradeceu aos técnicos e engenheiros que trabalahram na operação.
A cápsula, então, foi buscar Mario Sepúlveda, de 39 anos, o segundo a deixar a mina. Surpreendeu pelo bom humor. Trouxe do fundo da terra pedras para dar de presente e fez muita festa.
O terceiro a sair foi Juan Illanes, de 52 anos. O ex-militar já estava cansado de trabalhar na mina e dizia que queria comprar um táxi.
Às 3h09 foi a vez do boliviano Carlos Mamani. Único estrangeiro do grupo, Mamani trabalhava na mina há apenas cinco dias quando aconteceu o acidente. Já declarou que “nunca mais vai descer ao fundo da terra?.
Depois de um detalhado check-up, as equipes de resgate começaram a levar os mineiros, de helicóptero, para o hospital. No acampamento, a esperança já é uma realidade.