Sarampo deixa Pomerode em estado de alerta
A comunidade pomerodense está em alerta em relação ao surgimento de manchinhas no corpo, características do sarampo, principalmente em crianças. Buscando identificar qualquer sintoma da pandemia, pais, professores e profissionais de saúde, em especial os profissionais do Setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (Sesa) estão atentos. Para que…
A comunidade pomerodense está em alerta em relação ao surgimento de manchinhas no corpo, características do sarampo, principalmente em crianças. Buscando identificar qualquer sintoma da pandemia, pais, professores e profissionais de saúde, em especial os profissionais do Setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (Sesa) estão atentos. Para que seja considerada uma suspeita de sarampo, a pessoa deve apresentar febre acima de 38°, exantema (manchas avermelhadas na pele) e mais algum outro sintoma como tosse ou conjuntivite.
Conforme a responsável pela imunização, Simone Silva, o sarampo é uma doença que estava sob controle no Brasil. ?Há alguns anos não eram registrados surtos da doença e recentemente foram confirmados alguns surtos no país de um vírus de Sarampo importado, ou seja, alguma pessoa veio doente de outro país trazendo o vírus?, explica.
O primeiro surto notificado foi em João Pessoa e recentemente foi confirmado um surto no Rio Grande do Sul. ?Existe um caso suspeito sob investigação em Videira, o que aumenta este alerta no estado?, declara.
A Secretária Maria Regina de Souza salienta que as crianças normalmente têm a vacinação em dia, mas para considerar o indivíduo imunizado é necessário que tenha duas doses da vacina até os 20 anos de idade ou uma dose de 20 a 49 anos.
As crianças têm a vacina no calendário básico com um ano e aos quatro anos. Todas as pessoas que tomaram a vacina contra a Rubéola na Campanha Nacional realizada em 2008 já estão imunizadas, pois a vacina administrada naquele período era a Dupla Viral, que protege contra a Rubéola e também o Sarampo.
Na ocasião foram vacinadas pessoas entre 20 e 39 anos, o que nos faz intensificar a vacinação naquelas que estejam na faixa etária entre 40 e 49 anos. Mulheres grávidas não devem tomar a vacina e as mulheres que a receberem não devem engravidar por 30 dias.
A Vigilância Epidemiológica está em estado de alerta, orientando a população para os sinais e sintomas da doença, trazendo para o conhecimento dos médicos que fazem o diagnóstico e intensificando a imunização. O alerta é porque esta é uma doença de transmissão fácil, por via respiratória.
Em caso de suspeita, a pessoa deve procurar um médico imediatamente e ficar afastada do convívio com as outras pessoas para evitar a transmissão. Além disso, é necessário evitar principalmente o contato com gestantes, pois esta pode ter complicações com a gravidez se contrair o sarampo.
A Sesa informa que nos últimos anos houve a suspeita de casos isolados, mas que foram descartados através de exames de laboratório. O sarampo é uma doença infecciosa grave, transmissível e extremamente contagiosa. Se não for rapidamente tratada, pode levar a morte.