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Economia

Por Gerson Schubert

16 de setembro de 2010

 Fique atento…
O banco Panamericano e a Serasa foram condenados a indenizar um consumidor de São Sebastião (DF) em R$ 6 mil por terem negativado seu nome. O problema é que ele estava sendo cobrado por um contrato com assinatura falsa feito em São Paulo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), em vez de agir preventivamente e baixar as restrições em nome do consumidor até que apurassem o caso, o banco e a Serasa inverteram a lógica, informando que ele ficaria negativado até prova em contrário. A vítima registrou, então, boletim de ocorrência e recorreu ao judiciário. A juíza determinou que a dívida fosse considerada nula, o cartão de crédito emitido cancelado e o Panamericano e Serasa condenados a indenizar o consumidor em R$ 6 mil. O presidente do Ibedec, José Geraldo Tardin, informou que de janeiro a setembro 83 consumidores procuraram o instituto somente em Brasília sobre o mesmo problema. Para facilitar a ação em casos como esses Tardin dá as seguintes orientações:
– ao saber de fraudes com seus documentos e dívidas contraídas em seu nome, o consumidor deve registrar boletim de ocorrência na polícia.
– quem tiver documentos furtados ou perdidos também deve registrar BO para se precaver de clones e, se possível, publicar um anúncio nos classificados de jornais locais para comunicar a situação.
– o consumidor deve pedir o cancelamento do contrato feito em fraude diretamente ao agente financeiro, bem como a baixa da restrição de crédito em seu nome.
– caso o banco não responda ao pedido de cancelamento em até 30 dias ou insista na negativação, o consumidor deve recorrer ao judiciário, pedindo o cancelamento do contrato e indenização por danos morais.
– As ações de até 20 salários mínimos podem ser propostas nos juizados especiais, sem necessidade de advogado. As causas até 40 salários mínimos podem ser propostas nos juizados, mas exigem a presença de advogado.
Fonte: DiárioNet


Consumidor!
Fique atento…

O Código de Defesa do Consumidor completou 20 anos em 2010, e dentre as muitas conquistas, ainda há muito para defender. Promulgada pela lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990 (procure no site www.planalto.gov.br todas as informações), os maiores desafios continuam sendo os bancos e as telefônicas, que são regulamentados por órgãos independentes, mas mesmo assim precisam se enquadras nas normas do CDC. Sempre que você tiver alguma dúvida, sobre o que o estabelecimento comercial pode ou não fazer, consulte seus direitos.
Balança Comercial é o nome da conta do balanço de pagamentos onde se registram os valores das importações e exportações entre os países. Quando as vendas ao exterior são maiores que as compras, ocorre um superávit na balança, e quando as acontece o contrário, registra-se um déficit. Quando o saldo da balança comercial é negativo, o governo, para equilibrá-la, tem que recorrer às reservas cambiais de dólares que o Estado tem em caixa ou recorrer a empréstimos de banqueiros do exterior, um dos fatos geradores da dívida externa. O Brasil vem mandando bem, até a 2ª semana de agosto, as exportações acumularam US$ 8,517 bilhões e as importações, US$ 7,147 bilhões, com superávit de US$ 1,370 bilhão. Enquanto isso, Pomerode está ?colaborando para o lado negativo?.

O maior comprador de produtos de Pomerode são os Estados Unidos, para onde foram destinados 39,12% das exportações em 2010. A Alemanha, que em 2009 foi o segundo maior importador, representando 11,09%, caiu para o oitavo destino das exportações com apenas 3,16% de participação, muito pouco para um município que mantém laços tão próximos com o país europeu. Já o país que mais mandou produtos para Pomerode, pra variar, é a China, que representou 25,89% das importações em 2010. A Alemanha aparece como quarta maior origem, com participação de 9,29%. Interessante posição é da Argentina, que em 2009 ocupava a primeira colocação, com 20,63% das importações para Pomerode. Já em 2010, nossos hermanos caíram para a quinta colocação, com participação de 5,66%.
Bombas para líquidos e Bombas volumétricas rotativas representam quase 55% das exportações de Pomerode em 2010, provavelmente das empresas Netzsch do Brasil, Bosch Rexroth e Andritz Separation.
Fios de algodão e de outras fibras somam quase 40% das importações (isso justifica a posição da China), seguido de pneus, que representam 8,30% das compras do exterior em 2010.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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