Criação da Associação Hospitalar
Em 1949, alguns moradores proeminentes, entre eles Max Jacobsen, Augusto Guilherme Schwanke, Mario Jung e Lauro Harbs, decidiram que era hora de se construir um hospital no distrito de Rio do Testo. Fundaram a Associação Hospitalar e eles próprios passaram a ser membros de sua diretoria. Necessitavam de recursos, encontrando…
Em 1949, alguns moradores proeminentes, entre eles Max Jacobsen, Augusto Guilherme Schwanke, Mario Jung e Lauro Harbs, decidiram que era hora de se construir um hospital no distrito de Rio do Testo. Fundaram a Associação Hospitalar e eles próprios passaram a ser membros de sua diretoria. Necessitavam de recursos, encontrando em Florianópolis a possibilidade da obtenção dos mesmos. Conseguiram que o Governo do Estado destinasse vinte mil cruzeiros (moeda da época) ao empreendimento. Mais duzentos mil foram obtidos do Governo da União através da intermediação do então deputado federal Leoberto Leal.
Com estes recursos iniciais foi possível adquirir o terreno e as instalações de Rosa Borck por 140 mil cruzeiros e ainda investir parte da quantia na recuperação de construções já existentes, bem como, na aquisição de mobiliário e equipamentos. Na ocasião, auxiliados pelo Pastor Schuttkus e na qualidade de diretores, Max Jacobsen, Augusto Guilherme Schwanke e Lauro Harbs (secretário) redigiam os primeiros estatutos da recém-fundada Associação Hospitalar.
Quando os senhores Richard Jung, pai de Mario Jung, e Augusto Guilherme Schwanke foram registrar a Associação Hospitalar e o Hospital no cartório de Blumenau ainda não haviam se decidido por um nome. O tabelião blumenauense João Gomes da Nóbrega sugeriu, então, o nome ?Nossa Senhora da Glória? e observou que tal nome poderia ser alterado posteriormente. Informalmente, contudo, o hospital era conhecido por Rio do Testo.
Na inauguração do Hospital e Maternidade Rio do Testo o governador Irineu Bornhausen compareceu. Foi realizada uma comitiva, onde cabe destacar a presença de Gerhardt Neufert, Wadislau Konstansky e Waldemar Selke.
Para se tornar sócio da Associação Hospitalar era necessário pagar uma joia no valor de 200 cruzeiros. Mensalidades não eram cobradas. Os sócios tinham direito a descontos em tratamentos hospitalares fixados anualmente em Assembleia Geral da Associação. Tais descontos, contudo, não incidiam sobre os honorários médicos e despesas de medicamentos.