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Transferência da Administração para a Comunidade Evangélica de Pomerode

 Quando o Pastor Edgar Liesenberg veio para Pomerode, no ano de 1954, o Hospital e Maternidade Rio do Testo já estava sendo ampliado e as paredes se encontravam a meia altura. Nesta época, grande parte da comunidade pomerodense era composta por evangélicos, e assim sendo, foi sugerido a diretoria da…

15 de setembro de 2010

 Quando o Pastor Edgar Liesenberg veio para Pomerode, no ano de 1954, o Hospital e Maternidade Rio do Testo já estava sendo ampliado e as paredes se encontravam a meia altura. Nesta época, grande parte da comunidade pomerodense era composta por evangélicos, e assim sendo, foi sugerido a diretoria da Associação Hospitalar que sua administração passasse a ser assumida pela Paróquia Evangélica. Neste período, o presidente da Associação era o Sr. Wadislau Konstansky. Ele disse ao Pastor que dívidas haviam sido contraídas para viabilizar a ampliação do HMRT e, caso a Paróquia Evangélica se dispusesse a assumir tais dívidas, então ele poderia levar a proposta para uma reunião de diretoria.
A Paróquia se dispôs a assumir as dívidas, sendo convocada uma reunião de diretoria da Associação Hospitalar. Ela se realizou no Salão Zastrow, no dia 30 de outubro de 1955. Todos os presentes aprovaram a proposta da Paróquia e reafirmaram tal posição perante a Assembleia Geral da Paróquia, realizada um pouco depois. Contudo, algumas ressalvas foram feitas, entre elas, que o nome do hospital deveria ser mantido; que a placa com o nome de seus fundadores, colocada na entrada, não poderia ser removida. Só com a concordância de 300 membros da Comunidade, tais cláusulas restritivas poderiam ser revogadas. As exigências da diretoria da Associação Hospitalar foram aceitas de imediato pela Assembleia Geral da Paróquia.
A Paróquia Evangélica assumiu em definitivo a administração do Hospital em 08 de fevereiro de 1956.
Depois de pouco tempo, a Diretoria da Paróquia decidiu alterar o nome do Hospital. Com habilidade, o líder empresarial e comunitário, Rodolpho Pedro Schimidt, liderou uma campanha de coleta de assinaturas, visando a mudança do nome. Foram coletadas mais de 300 assinaturas. Viabilizaram-se assim, o levantamento das cláusulas restritivas e a mudança do nome para simplesmente Hospital e Maternidade Rio do Testo, nome informal desde sempre utilizado pela população. Ainda assim, Wadislau Konstansky, o segundo presidente da antiga associação, tentou anular o ato da mudança de nome, mas não conseguiu.
Ao assumir em definitivo o Hospital, a Paróquia constatou que havia de fato muitas dívidas a serem sanadas. Promoções festivas, coletas e empréstimos foram organizados. Foi possível arrecadar o suficiente para quitar todas as pendências. Um empréstimo no valor de 500 cruzeiros junto a um membro da Paróquia se dava na venda de um cupom, uma espécie de bônus. Tal montante era remunerado a um juro de 8% ao ano. O resgate de cupons era feito anualmente, na base de sorteio, conforme permitiam os recursos em caixa.

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