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Talento precoce

Jovem amazona de Gaspar é uma das grandes promessas do hipismo catarinense.

15 de setembro de 2010

 A paixão por cavalos, a jovem Rafaella Backes Neves herdou do pai e do avô que sempre foram criadores. Até os nove anos de idade, ela montava sem nenhuma pretensão. Porém, um dia, Rafaella se cansou da mesmice e resolveu levar a paixão mais a sério. Pediu ao pai para fazer uma aula de hipismo e, desde então, é uma promessa do esporte gasparense e da Escola de Equitação Paraíso Equestre.
A amazona, treinada pelo argentino Nestor Angel Deluchi, mesmo com a pouca idade, já acumula resultados importantes e se destaca nos cenários, estadual e nacional. Saltando 0,9 metro, espera terminar o ano pelo menos na terceira colocação no Campeonato Catarinense de Hipismo e, para alcançar esse objetivo, precisa ganhar uma posição nas quatro etapas que ainda restam para a competição chegar ao fim.
O sucesso, que a levou ao pódio no Brasileiro por equipes, no qual fez parte da equipe catarinense que foi vice-campeã e no Catarinense Escolar, onde foi campeã, Rafaella credita à boa parceria com o cavalo Lito, seu fiel companheiro. ?Nos entendemos muito bem e isso reflete nas provas que participo?, disse a amazona, ressaltando a afinidade com o animal.
Onde quer chegar, a jovem sabe muito bem e espera que esse seja apenas um dos sonhos, que ela pretende realizar. ?Quero chegar a saltar 1,5 metro, mas com um metro já posso disputar uma competição internacional. E se chegar nesse nível, por que não disputar um Pan-Americano??, indagou Rafaella.
Disciplinada, a amazona dedica três dias da semana aos treinamentos e, segundo o pai, se tiver a oportunidade de se aperfeiçoar em algum Centro de Treinamento na Bélgica, uma espécie de ?Meca? do hipismo, não desperdiçará. ?Ela já fez cursos e oficinas e se tivesse chance de treinar na Bélgica apoiaria para ela evoluir no esporte. Mas ela até hoje ainda não comentou sobre esse interesse?, revelou o pai, José Augusto Coelho Neves Júnior, o Guto.
As três horas semanais de treinamento são complementadas com leituras sobre a modalidade e sobre os animais, além da participação em eventos. Dedicação que garante a si, a fusão da teoria e da prática.
A maior dificuldade, ainda é a falta de patrocínio, que o pai espera que, com bons resultados, o cenário mude e a atleta tenha mais apoio para seguir a caminho da glória. ?Hoje temos o apoio da prefeitura de Gaspar para a participação em competições, porém, ainda é insuficiente para as despesas mensais que chegam a 1000 reais?, contou o pai.

Influência
O envolvimento com o hipismo causa impacto no dia-a-dia da jovem de 12 anos. Além de fazer muitos amigos durante os eventos que participa, a dedicação e comprometimento também ajudam no desempenho na escola, como ressalta José Augusto. ?A disciplina que ela precisa para o hipismo, ela também aproveita nos estudos, que estará sempre em primeiro lugar, apesar de sua paixão por saltar a cavalo?, disse Guto.

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