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Pomerode: Fase final da Liga Nacional reúne 16 equipes

 A fase final da Liga Nacional de Voleibol, depois de dois anos sendo realizada em estados do nordeste, aconteceu em Santa Catarina, na cidade de Pomerode. Dezesseis equipes (entre feminino e masculino) de todas as regiões brasileiras se enfrentaram, dos dias 17 a 22 de agosto, no Ginásio Municipal Ralf…

14 de setembro de 2010

 A fase final da Liga Nacional de Voleibol, depois de dois anos sendo realizada em estados do nordeste, aconteceu em Santa Catarina, na cidade de Pomerode. Dezesseis equipes (entre feminino e masculino) de todas as regiões brasileiras se enfrentaram, dos dias 17 a 22 de agosto, no Ginásio Municipal Ralf Knaesel.
Os competidores contaram com uma estrutura montada especificamente para os jogos. Divididos em pousadas e hotéis de Pomerode e Timbó, todas as normas da Confederação Brasileira de Voleibol foram cumpridas, segundo o superintendente da CBV, Renato D?Ávila. ?Tudo o que foi prometido por Pomerode, foi cumprido. Tem muitas cidades que, para realizar a competição prometem uma dezena de coisas, mas quando chega na hora, não oferecem o prometido. Mas desta vez a cidade cumpriu exatamente tudo?.
Comprometimento que surpreendeu também as outras federações, como José Virgílio, presidente da Federação Cearense, que enalteceu toda a estrutura oferecida. ?Fomos muito bem tratados, como se estivéssemos em uma cidade maior. Não deu para perceber que aqui só tem 30 mil habitantes, a estrutura foi a mesma de uma grande cidade?, citou o presidente, ao se referir às duas últimas fases finais, na qual, em 2008 foi disputada em Fortaleza e em 2009, Juazeiro do Norte, ambas cidades nordestinas de porte superior ao de Pomerode.
Esta ?interiorização? do vôlei, segundo o superintendente da CBV, é a nova tendência da confederação. ?As cidades grandes estão saturadas dessas competições. As pessoas pensam umas dez vezes antes de sair de casa para assistir um campeonato como esse. No interior fica tudo mais fácil, além de aproximarmos ainda mais o vôlei dos brasileiros?, confirmou.
Para Renato, são nessas cidades menores também, que novas gerações do voleibol campeão serão formadas e, portanto, trazer para perto dos jovens competições desse porte aumenta as chances da continuidade do segundo esporte mais popular do país. ?Sabemos que o vôlei hoje é o que é porque ganha títulos, e a CBV tenta manter esse padrão. Trazendo competições para o interior, ajudamos a manter o esporte em alta?.
A Liga Nacional representa para os pequenos times a oportunidade de disputar a Superliga no próximo ano, lembrando que os dois primeiros colocados da Liga Nacional ganham a vaga para a Superliga automaticamente. ?O que vai fazer eles disputar ou não é o orçamento, principalmente, já que é uma liga que custa dinheiro, mas é uma oportunidade de cidades pequenas, como Pomerode, aparecerem na rede nacional, já que a Superliga tem transmissões ao vivo, e ainda trazer grandes nomes do vôlei nacional para essas cidades?, confirmou o presidente da federação cearense.
A competição foi um sucesso dentro e fora de quadra, já que os atletas garantiram a festa do público que esteve presente durante a semana, com grandes partidas. Algumas em especial, como a final feminina, disputada entre Pomerode/ADP (Pomerode) e Praia Clube (Uberlândia ? MG) chegaram a encher o ginásio. Com transmissão ao vivo pelo canal fechado Sportv, a final acabou com a vitória do time visitante. Contudo, a medalha de prata conquistada pelas pomerodenses não foi motivo de tristeza. Pelo contrário, as meninas e a torcida comemoraram muito o vice-campeonato, já que o mesmo também deu a garantia da participação na próxima Superliga. Após a premiação, as jogadoras, inclusive, deram a volta olímpica com a taça na mão e o sorriso no rosto.
A festividade depois da partida tem outro motivo. Dentro das linhas, o time da Pomerode/ADP lutou até o fim, contra o grande time do Praia Clube. Após um primeiro set com superioridade do time visitante, que venceu por 25×19, a equipe da casa deu cansaço no segundo, com uma vitória apertada de 28×26, sendo este, o set mais emocionante para a torcida e jogadores. O outro set, outra vitória do time mineiro, por 25×19, e para encerrar, a superioridade técnica venceu a força de vontade das donas da casa, que lutaram até o último ponto na tentativa de levar o jogo para o tie break (parcial de 25×13).
O terceiro lugar da competição também ficou com Santa Catarina. O time de São José (Pauta/São José) derrotou, também por 3 a 1, a equipe de Goiás, Fênix de Rio Verde. Na sexta-feira, 20 de agosto, o São José foi desclassificado pelas mineiras, evitando assim uma final catarinense, reeditando a final da etapa sul da competição, na qual a equipe pomerodense levou a melhor e derrotou o São José, na casa do adversário, por 3 a 1.
Já no masculino, os catarinenses não tiveram a mesma sorte de disputar uma final. A equipe representante, Unoesc, da cidade de Chapecó, ficou apenas com a terceira colocação, derrotando o time do Clube do Remo, pelo placar de 3 a 1, no domingo (parciais de 25×14, 21×25, 25×20, 25×22).
A final, também com transmissão ao vivo pela Sportv, aconteceu entre os times do Unifor e Bravo Funcab Niterói, na qual o time carioca ganhou por 3 a 0, o título da competição e uma das vagas para a Superliga.
O segundo lugar do time cearense, repetiu a comemoração das pomerodenses na tarde anterior, afinal, a vaga para a Superliga tinha sido alcançada, e esta, era com certeza o maior objetivo dos participantes. ?Foi uma surpresa participarmos da final, não esperávamos mesmo. Viemos de uma somatória, sempre no quase, e chegar a essa final representou muito ao time. Agora é ver se vamos ter investimentos para conseguir disputar a Superliga? confirmou o presidente da federação cearense.
E a certeza maior dessa vitória pomerodense se deu nas palavras de Renato D?Ávila, que confirmou o interesse da CBV em voltar os olhos mais uma vez para a cidade. ?Já estamos pensando em um torneio internacional, que envolva Alemanha e Brasil, afinal, aqui é uma cidade irmã de muitas cidades germânicas, e essa é uma novidade que queremos trazer para o próximo ano à Pomerode?.
Para Dante Klaser, presidente da Federação Catarinense de Voleibol, em termos de organização, a cidade foi um exemplo. ?A competição foi tecnicamente excelente. Além disso, já sabíamos da competência da comissão organizadora, que fez um trabalho fantástico, coroando de êxito a Liga Nacional?, declarou.

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