Toda concentração é pouca
Cerca de 20 atletas participaram do
Festival de Bocha Paraolímpica realizado em Pomerode .
Um dia de competição com objetivo de fomentar a prática do esporte. Pela primeira vez, o município de Pomerode, através da Funpeel, recebeu o Festival de Bocha Paraolímpica, realizado no Ginásio Ralf Knaesel, no dia 06 de agosto. O evento reuniu, aproximadamente, 20 atletas, incluindo os municípios de Balneário Camboriú, Itajaí, Pomerode, Barra Velha, Rio do Sul e Joinville.
Itajaí não fez feio. Com a maior delegação, faturou nove medalhas. Balneário Camboriú também voltou contente pra casa, com três medalhas no total.
Segundo a técnica da delegação de Itajaí, Aline Rita de Barros, a organização de festivais inicialmente decorreu de promover outras competições, além do Parajasc. ?Começamos a entrar em contato com alguns municípios, para ver quais tinham interesse em sediar o evento?, comenta Aline.
Este é o 3º Festival de Bocha Paraolímpico realizado este ano. O primeiro ocorreu em fevereiro, no município de Itajaí; em maio foi a vez de Barra Velha e o terceiro em Pomerode. ?Os festivais ocorrem a cada três meses e hoje já servem como preparatório para campeonatos importantes, como Regional Sul e Brasileiro.?
O próximo ainda não está com data, nem município definidos. A expectativa é que seja realizado em novembro.
Mãezonas
na torcida
Elas não são só mães. São torcedoras, conselheiras, acompanham os filhos nas competições, sofrem junto com uma jogada perdida e vibram a cada vitória. As mães dos paratletas dão uma lição de vida à parte.
Uma delas é Débora Demoura Uhlmann, mãe de André Uhlmann, 13 anos, que disputou pela categoria BC2 por Balneário Camboriú e ficou em terceiro lugar. Segundo a mãe, o esporte entrou na vida de André desde pequeno, quando ele participava de sessões de fisioterapia, hidroterapia e equoterapia (terapia com cavalos) para auxiliar no tratamento de uma paralisia que afetou a coordenação motora. André treina de duas a três vezes por semana, e a mãe garante que o esporte foi a melhor coisa que aconteceu na vida do filho. ?A prática esportiva só veio a contribuir para a autoestima dele.?
Mesmo com o terceiro lugar, o jovem paratleta, que adora Ciências e se diz ?popular? na escola, mostrou energia de sobra. E um ar de independência também.?Eu e meu marido estimulamos para que ele faça as coisas sozinho?, comenta Débora.
Quem também sofreu e torceu até o último ponto foi Elisângela Rosane da Silva, mãe de Hemerson Filipi Pereira, que tirou o primeiro lugar na classe BC1. Ela, que faz questão de estar presente em todas as competições, afirma que o filho às vezes fica indeciso na hora de jogar e por isso conversa muito com ele. ?Eu sempre oriento, tento deixar ele calmo e peço para que se concentre no jogo?, ressalta.
Embora reconheça que ainda o proteja muito, Elisangela também incentiva a independência. ?Até ele entrar no esporte, convivia com pessoas adultas. Ingressar no treino não melhorou só a autoestima dele, mas proporcionou um outro tipo de convivência?, comenta.
Hemerson treina três vezes por semana, e após a vitória, fala aliviado: ?Tu não sabe como é difícil competir com ele?, referindo-se ao seu adversário Claudinei Marhold.