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Golpes estão cada vez mais comuns

 É difícil encontrarmos algum brasileiro que não tenha sido vítima de uma tentativa de golpe, e estes, das mais diferentes formas. Celulares, e-mails, contas bancárias, tudo é motivo para que os ?espertinhos? consigam aplicar os golpes. O Jornal de Pomerode recebeu duas denúncias nos últimos dias. A primeira delas, de…

9 de setembro de 2010

 É difícil encontrarmos algum brasileiro que não tenha sido vítima de uma tentativa de golpe, e estes, das mais diferentes formas. Celulares, e-mails, contas bancárias, tudo é motivo para que os ?espertinhos? consigam aplicar os golpes.
O Jornal de Pomerode recebeu duas denúncias nos últimos dias. A primeira delas, de uma senhora, onde a mesma nos contou que recebeu uma carta que informava que o marido havia recebido uma quantia, mas que para recebê-la, teria que depositar metade do valor anteriormente. A leitora achou a carta estranha, e foi a internet para procurar informações desse possível golpe, e, encontrou. Famoso no nordeste do país, a quadrilha agora começa a atacar também na região sul e sudeste do país.
Já o segundo leitor, informou que o golpe é via telefone. Segundo ele, o golpista liga ao proprietário de um cartão (Visa Mastercard, etc) e pergunta se a vítima realizou uma compra com valor determinado (R$50 reais, por exemplo). Como a resposta geralmente é negativa, o golpista informa ao cliente que seu cartão foi clonado, e que a empresa está telefonando para verificar essa situação e repassar o valor do crédito gasto. Antes disso, porém, o mesmo teria que confirmar dados como endereço, telefone, etc.
O golpista chega a passar o ?0800? da empresa e ainda, dar número do possível protocolo da ligação. Após, ele pede que a vítima diga o número do cartão, confirmando ainda os três ou quatro últimos dígitos, ou seja, os números de segurança. Cerca de dez minutos depois, certamente o bandido já realizará compras com seu cartão, e a vítima só será informada, quando a fatura do cartão chegar.
Com a era digital cada vez mais em alta, dificilmente alguém ainda não recebeu um e-mail com pedidos de informações bancárias e prêmios gigantescos, que de fato, só estão no e-mail, mas quando procurados, desaparecem.
Aposentados são grandes vítimas dessas fraudes. Muitos afirmam serem funcionários de ações de empréstimos, e quando os idosos tentam receber seus reajustes atrasados, acabam caindo em grandes golpes, que sugam sua aposentadoria por muitos anos.

Crimes virtuais dão prejuízo gigantesco aos bancos

A internet se tornou um fácil e rápido modo dos criminosos conseguirem lucrar muito. O procedimento normalmente é padronizado, já que utilizam nomes de empresas e instituições famosas para aplicar os golpes. O recadastramento de serviços e/ou a contratação de novos são os mais utilizados.
Prestar atenção em alguns itens pode trazer mais segurança e evitar que você se torne uma nova vítima. Encontrar erros de português ou textos fora de formatação já são indícios de fraude. Geralmente, e-mails ou correspondências de grandes instituições como bancos, passam por diversas revisões textuais antes de serem enviadas.
Páginas estranhas ou até mesmo com pequenos detalhes podem ser observadas, e, na maioria das vezes, entregam os golpistas, por exemplo, ao informar o site, ao invés do mesmo ser www.nomedainstituição.com.br é, www.nomedainstituição-XX.com.br.

 

Como não ser mais uma vítima

Existem muitos golpes sendo aplicados diariamente, e consequentemente, o número de vítimas aumenta na mesma proporção. Os lesados poderiam ser em maior número se as pessoas não tivessem vergonha de registrar o caso em uma delegacia.
Não passa um dia sem que alguém caia nas armadilhas dos golpistas, que na mesma proporção, inovam nas ideias, surpreendendo até especialistas.
Muitas vezes, os contos antigos retornam com nova roupagem, como os que estão sendo praticados com a ajuda da tecnologia, com celular, computador, internet.
Não passar dados pelo telefone; Evitar abrir e-mails suspeitos (os bancos afirmam que todos os assuntos a serem tratados com seus clientes são realizados pessoalmente, ou pela área reservada no site da empresa); Desconfiar de tudo; Não realizar pagamentos adiantados para retirar valor depois; Verificar a procedência de sites e seguros; Pesquisar sobre a empresa que está se comprando/utilizando; Não acreditar em todas as ligações/e-mails/cartas.
Essas são algumas dicas que devem ser levadas em consideração quando não se deseja cair em golpes, lembrando sempre que dinheiro fácil seria muito bom de ter, mas que salva exceções, nunca acontecem.

 

A origem da expressão: ?Conto do Vigário?

Conta-se que o homem era um pequeno lavrador que certa ocasião foi abordado por alguns elementos que lhe ofereceram notas falsas de cem mil réis.
– Vendo-lhe cada nota de cem mil por vinte mil réis ? disse o chefe do bando.
– Não as quero – disse Manuel Vigário ? são tão mal feitas que ninguém vai recebê-las.
Depois de muita insistência os golpistas acabaram vendendo as notas falsas de cem mil réis por dez mil cada. Como Vigário estava devendo e apertado financeiramente, decidiu que poderia se dar bem passando-as adiante. Dias depois, Vigário mandou chamar num bar da cidade dois irmãos que eram negociantes de gado, a quem Vigário devia. Lá chegando os homens encontraram Vigário sentado à uma mesa num lugar meio escuro, bebendo alegremente.
– Quero lhes pagar o que devo agora ? disse Manoel Vigário, segurando numa das mãos o maço de notas falsas.
Em seguida perguntou aos homens se queriam beber com ele, pois pagaria a conta. Os homens aceitaram e iniciaram a beber. Mas Vigário parecia já estar muito alto, começando a falar alto e a chamar a atenção das pessoas que estavam no bar. Mostrando-se terrivelmente embriagado, disse que ia pagar aos homens tudo que devia e lhes perguntou se aceitavam notas de cinquenta mil réis. Os dois irmãos disseram que não havia problema.
Assim sendo, Vigário tirou o maço de notas de cem mil réis (falsas) do bolso e passou a contá-las como se fossem de cinquenta. Os dois irmãos ao verem aquilo, trataram de deixar que o homem contasse as notas e lhes pagassem. Imaginavam que ele estava tão bêbado que estava confundindo as notas de cem por cinquenta mil réis. Logo enfiaram as notas nos bolsos e preparam-se para sair do bar. Mas Manoel, ainda parecendo bêbado disse que queria firmar um recibo, pois não queria que os homens dissessem que ele não havia pagado a dívida. Exigiu que os homens escrevessem do próprio punho um recibo que dizia que havia recebido o pagamento de certo valor, tudo em notas de cinquenta mil réis. Chamou ainda várias testemunhas que assinaram o recibo. Em seguida Manoel Vigário agradeceu e saiu cambaleante do bar com uma garrafa de cachaça debaixo do braço.
No dia seguinte, à luz do dia, os irmãos viram que as notas de cem mil réis eram falsas e foram se queixar ao delegado de polícia, que imediatamente mandou trazer o Vigário. Este foi despreocupado e quando foi perguntado se foi ele quem havia dados aquelas notas falsas, ele disse que jamais. Que se lembra de ter bebido com os dois irmãos e lhe pago uma antiga dívida, mas tudo em notas de cinquenta mil réis, conforme um recibo que tinha em mãos, assinado por várias testemunhas idôneas.
Nem precisa dizer que o delegado nada pode fazer e ninguém nunca mais ouviu falar em Manoel Vigário que saiu da cidade. Mas ninguém se esqueceu até hoje no golpe que ele deu nos ambiciosos irmãos. Daí surgiu o famoso ?conto-do-vigário?.

 

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