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Os sete porquinhos

Casal pomerodense fala sobre experiência de criar porquinhos da índia

1 de junho de 2015

Sete porquinhos da índia habitam a casa do casal Osvaldo e Raulina Hornburg. A preferência pela espécie começou na infância de Raulina, quando o pai pegou um porquinho para criação e este passou a fazer parte da família. Mesmo depois do casamento os bichinhos continuaram a fazer parte da vida de Raulina, mas desta vez com o consentimento do marido, que também aprendeu a demonstrar apreço pela espécie.

Os porquinhos ficam em uma gaiola de madeira e tela de alumínio. A alimentação é feita basicamente a base de capim, mas Osvaldo afirma que eles adoram tomar leite. A descoberta foi sem querer. Um dia apareceu um filhote de cotia e o sogro o colocou para se criar junto com os porquinhos e deu um pouco de leite. Curiosos, os porquinhos foram ver o que era e adoraram. Uma curiosidade a respeito deles é que não bebem água. Já tentamos dar água aos bichinhos mas eles não deram muita bola. Só comem o capim e de vez em quando um pedaço de pão. A mais velha é uma fêmea de cinco anos de idade, contam.

Os porquinhos são seres dóceis. Os de Raulina e Osvaldo ficam presos, mas são bastante curiosos. Foi só se aproximar com a câmera que vários deles colocavam o focinho em minha direção. Queriam saber o que estava acontecendo. Teve um, o mais filhotinho, um branquinho de olhos vermelhos, que subia na parte mais alta da gaiola e emitia o som de cuy (esse é o nome que o porquinho da índia recebe no Peru, onde ele é consumido como alimento). Osvaldo abriu a gaiola e tirou um de dentro. O bichinho não se mostrou nada agressivo e ficou parado na palma da mão dele.

O porquinho da índia leva esse nome, não por parentesco aos suínos e tampouco por se originarem na Índia. O nome deve-se ao fato de serem provenientes das chamadas Índias Ocidentais, o atual Continente Americano.

A reprodução dos porquinhos acontece com certa frequência, por isso cuidado ao colocar machos e fêmeas no mesmo perímetro. Osvaldo conta que, aproximadamente, a cada três meses nasce um filhote. Um deles foi de presente para a sobrinha do casal. Ela gostou tanto que trata o porquinho como membro da família. Alimenta-o com frutas e cenouras e o deixa solto. Dizem que é muito querido e que pode se assemelhar no comportamento de um cachorro.

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