Parkour: estilo de vida, esporte saudável
Pular. Correr. Saltar. Transpor obstáculos feitos pela natureza ou pelo homem. Estes são alguns dos movimentos feitos pelos esportistas que praticam o ?Parkour?, que também consiste em movimentos e habilidades naturais, como se pendurar, escalar e equilibrar. É tratado como esporte por ser uma atividade física, mas não há competições,…
Pular. Correr. Saltar. Transpor obstáculos feitos pela natureza ou pelo homem. Estes são alguns dos movimentos feitos pelos esportistas que praticam o ?Parkour?, que também consiste em movimentos e habilidades naturais, como se pendurar, escalar e equilibrar. É tratado como esporte por ser uma atividade física, mas não há competições, não existem regras e não há jeito errado ou certo para praticá-lo.
O Parkour foi criado por David Belle, que seguiu os ensinamentos de seu pai Raymond Belle, quando o mesmo foi à guerra do Vietnã, os quais, consistiam basicamente em dominar o ambiente para compensar sua desvantagem numérica e de armamentos em relação ao exército americano. David Belle levou esses ensinamentos para o cenário urbano e iniciou a prática com amigos numa pacata cidade no subúrbio de Paris, chamada Lisses. A brincadeira virou atividade física altamente conhecida no mundo.
O princípio básico é mover-se de um ponto ao outro de maneiras diferentes, rápidas e eficientes, na maioria, utilizando menos energia possível. A atividade ajuda o praticante a conhecer melhor seus limites, superar os medos e também respeitar os espaços urbanos e naturais das cidades. ?O maior limite é o medo?, afirmou o praticante do Parkour, Timóteo Elias, 21 anos.
O esporte está em sua vida há cinco anos, e hoje arrisca grandes alturas, enfrenta e supera obstáculos. ?Tem muita gente que acha que estamos quebrando ou destruindo os lugares que estamos treinando, mas na verdade a gente mantém tudo no seu lugar, porque nosso objetivo é treinar novamente, e para isso tem que estar tudo como é?, confirmou.
O Parkour já conta com muitos adeptos pelo mundo, e, na região, principalmente em Blumenau, os praticantes se reúnem para aprender com os demais integrantes ? sempre pensando no novo participante ? novas técnicas e exercícios. ?O Parkour é baseado no altruísmo, que significa que um ajuda o outro, beneficiando o mesmo sem nenhum pensamento egoísta, por isso que sempre que tem alguém novo, já chamamos para treinar com a gente?.
Tiago Elias, 18, também pratica a atividade, e os dois, com mais três participantes do Parkour de Blumenau, vieram até Pomerode no último final de semana demonstrar um pouco do esporte para a cidade. ?A intenção futura é que seja formado um círculo com todos os participantes, a fim de que o esporte seja sempre feito da maneira como deve ser, um auxiliando o outro?.
?Como o Parkour é baseado no altruísmo, não existem competições do esporte, então, a ideia é ter mais participantes participando de oficinas, trocando ideias através da internet, etc.?, confirmou Tiago.
Os interessados na prática do exercício devem seguir os princípios do esporte, como disse Timóteo, ?não estamos aqui para vencer um do outro, nos ajudamos para que todos consigam o objetivo traçado?.
As paisagens montadas ou naturais são a fonte de inspiração para os adeptos do Parkour e, de acordo com o grupo de Blumenau, desde raízes até construções abandonadas podem ser adaptadas para a prática. ?Primeiro vemos o lugar, e depois começamos a pensar estratégias de como poderemos superar aquele obstáculo sem gastar tanta energia e sendo o mais ágil possível?, relatou Timóteo.
É uma disciplina física que envolve dez tipos de movimentação, que a principio eram utilizadas na guerra, mas que agora ganha cada vez mais participantes no mundo. ?O Parkour, contudo, não deve ser aprendido através de vídeos na internet ou praticar sozinho, o seu significado é não ser egoísta, então, todos que desejam entrar nessa filosofia, podem entrar em contato com nosso grupo que daremos o suporte necessário?.
Integrantes e adeptos a modalidade, os blumenauenses confirmam as teorias do Parkour que citam que o esporte não deve trazer malefícios para o corpo. ?Sei que se eu pular e forçar meu joelho, daqui uns dez anos vou sentir essas consequências. O Parkour não é isso, temos que superar nossos limites sempre respeitando os limites do nosso corpo?.
Esfolões e alguns calos nas mãos são típicos, mas dificilmente em alguma atividade física eles são evitados. Após conseguir superar um muro perto do Fórum de Pomerode, ganhar um corte na mão, Tiago confere as consequências e rindo, incentiva os demais ?vai tranquilo que é sossegado!?.