SC Cup chega à maioridade
Competição completa 18 anos com muito fôlego para continuar
como uma das principais competições de base do país.
Os números confirmam a importância que a SC CUP tem para o calendário esportivo catarinense. Completando a maioridade, sua 18ª edição repete o sucesso dos anos anteriores, com a certeza de que muitas outras edições se realizarão. A abertura oficial do evento aconteceu na noite de sábado, dia 17 de julho, no Complexo Turístico Cristo Luz, em Balneário Camboriú. As 106 partidas previstas aconteceram durante uma semana de competição.
Mas, como começou toda essa história de muitos craques e mais de quatro mil gols? A ideia partiu do argentino Mariano Palmioli, que tinha como objetivo criar alguma atração na cidade de Balneário Camboriú, sede principal do evento, durante o período de baixa temporada. Isso foi em 1992 e contou com apenas oito equipes do Brasil e Argentina.
O tempo passou e a ideia deu certo, firmando, assim, a SC CUP no cenário esportivo nacional e do sul do país. Contando com times de diversas regiões brasileiras e países, sua importância vai além do continente sul-americano.
Tendo como participantes mais de 17 mil atletas, a SC CUP já contou com times do Japão, China, México e outros tantos países das Américas e do continente Asiático.
Em 2010, o confronto foi entre Brasil, Estados Unidos e Argentina; e equipes tradicionais como River Plate e núcleos do São Paulo Futebol Clube, Grêmio e Figueirense, marcaram presença na SC Cup.
Aquela pequena competição cresceu e hoje acontece em cinco sedes, além de Balneário Camboriú, reunindo 52 equipes e mais de 1300 jogadores em suas quatro categorias (Mirim, Pré-infantil, Infantil e Juvenil).
Mariano garante que nesses 18 anos, a competição ganhou respeito e importância e, diferente do passado, onde ia convidar equipes e cidades para sediar o evento, agora recebe muitas propostas. “Hoje disputamos com seis sedes e muitas delas me procuraram, mostrando o interesse pelo evento”, valoriza o argentino.
Para Mariano, todo o empenho para garantir o sucesso de mais uma edição é compensado no fim, quando vê os atletas levantarem o troféu de campeão. “É uma sensação maravilhosa quando a competição chega ao fim e vemos um time dar a volta olímpica. Essa é nossa maior realização”, enaltece.
O prazer de ver uma equipe campeã, independe de quem saia vencedor, garante o hermano. “Sou torcedor do Independiente na Argentina e São Paulo aqui no Brasil, mas como sempre estou tão envolvido com a organização, minha torcida é para que tudo dê certo. Assim não fico mais feliz ou menos, se ganha um time brasileiro ou argentino. Torço é pelo sucesso da competição”, declarou.
Em se tratando de uma competição com muitos jogadores, é claro, que sempre há os que se destacam e chamam a atenção de Mariano. “Em 18 anos, já vi muito garoto que encheu os olhos com a bola nos pés. Destaco pelo menos uns quatro ou cinco realmente fora de série. Um exemplo de meninos que passaram por aqui e depois brilharem no futebol mundial são os craques Pedrinho, que brilhou no Vasco e chegou até a Seleção Brasileira; e Pablo Aimar, do River Plate e da Seleção Argentina”, relembrou dizendo que houve outros tantos, mas na hora não conseguia lembrar os nomes.
A competição
Em 2010, a competição contou com 52 equipes, que se enfrentaram em quatro categorias (Mirim, Pré-infantil, Infantil e Juvenil), divididas em chaves. As quatro melhores de cada chave se classificaram para disputar a fase de mata-mata. Foram seis sedes: Balneário Camboriú, Piçarras, Bombinhas, Luís Alves, Gaspar e Barra Velha. O campeão ganhou troféu e medalhas. Ao todo, como já foi dito, mais de 1300 atletas participaram da competição. Como o fechamento desta edição foi anterior ao encerramento da 18ª SC CUP, na próxima edição da Blitz Esportiva traremos toda a cobertura do evento deste ano.