Geral

Contra-Ataque

Por Roman Raiter

15 de julho de 2010

Copa 2010 

Tecnicamente a Copa de 2010 ficará marcada por ter sido uma Copa decepcionante dentro de campo. Por outro lado, a organização e a estrutura futebolística realizada pelos africanos foi algo fantástico e que certamente nunca será esquecido. Já nossas principais estrelas do futebol Mundial, pouco apareceram. Tivemos um Kaká oculto, um Messi pouco brilhante, um Cristiano Ronaldo em outro planeta, um Drogba nada artilheiro. Além dos tradicionais vexames de Gerrard e Lampard, pela fracassada seleção inglesa. Quando tudo indicava por uma enorme decepção, que tornaria essa Copa da África uma das piores já vistas, por sorte tivemos uma grata surpresa no futebol alemão. Tivemos outra boa surpresa no futebol uruguaio e até alguns pontos positivos no estúpido, porém eficiente, futebol holandês. E a Espanha, comprovando a tese de que o futebol pode sim ser vencedor, jogando bonito e pra frente.

O futebol venceu

 

 

 

 

 

 

Para os admiradores do bom futebol, por sorte, a seleção da Espanha foi a campeã da Copa. É natural após uma seleção ser campeã Mundial, os times na sequência de seus campeonatos, passarem a adotar o futebol imposto pela seleção do momento. Normalmente é assim. Recentemente, após o esquema vitorioso 3-5-2 de Felipão, na Copa de 2002, o futebol passou a ser jogado nesse esquema com maior freqüência. Tanto é que a equipe campeã brasileira no ano seguinte, de 2003, que foi o Cruzeiro, foi campeã no 3-5-2. Na Copa seguinte, de 2006, o futebol retrancado foi o campeão. E de 2006 até 2010, o futebol caiu muito de nível. Agora, foi diferente. Uma seleção espanhola campeã do Mundo, vencendo na qualidade técnica, no toque de bola refinado e no poder ofensivo. O que comprova que para se ter um time vencedor, não é preciso jogar com 3 volantes no meio-de-campo.

Lamentável
Xabi Alonso diz que sofreu “uma das piores entradas” da sua carreira no jogo da final, entre Espanha e Holanda. O responsável foi Nigel de Jong, médio-defensivo da seleção holandesa, que acertou com o pé no peito do jogador. Na altura, os espanhóis pediram o cartão vermelho, mas o árbitro Howard Webb apenas mostrou o amarelo. 

Números convincentes
Quem disse que campeão de Copa do Mundo tem de jogar futebol duro, feio ou como quer que você chame? A Espanha é a seleção que pratica o futebol mais bonito, envolvente dos últimos quatro anos. Em suas últimas 54 partidas, venceu 49, empatou 3 e perdeu duas. A última dessas duas derrotas reforçou o medo dos que viram a Espanha fracassar ao chegar como favorita, como aconteceu em 1998. Mas havia uma diferença entre a Espanha favorita de outras Copas e esta Espanha. Esta chegou campeã da Europa. Logo, merecia respeito.
Como merece respeito um tim que tem mais de 57% de posse de bola em seis de seus sete jogos. Só não foi assim contra a Alemanha, partida que terminou com 51% do tempo de bola no pé e terminou o primeiro tempo com 67%. 

 

Destaques da Copa
A dupla de ataque do Uruguai, Luis Suárez e Diego Forlán, jogou um bolão. Talvez tenha sido a melhor dupla de ataque da competição. O alemão Schweinsteiger foi outro que muito bem representou sua seleção, jogando o fino da bola.

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