Geral

Economia

Por Gerson Schubert

8 de julho de 2010

Além dos três principais nomes que disputarão a sucessão de Lula (Serra, Dilma e Marina), outros seis candidatos também registraram no Tribunal Superior Eleitoral, o nome na briga pela presidência da República. O candidato do PSDC, José Maria Eymael, chama atenção por ser o mais rico entre todos os candidatos à sucessão de Lula. Ele declarou ao TSE ter um patrimônio de R$ 3,1 milhões, dividido em ações, embarcação, jóias, imóveis e veículos. O valor representa mais do que a soma do que foi declarado por Serra (R$ 1,4 milhão), Dilma (R$ 1 milhão) e Marina (R$ 148 mil), juntos. O PSDC pretende gastar R$ 25 milhões na campanha. O candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, é o segundo mais rico. Ele declarou ter R$ 2,147 milhões em bens. O limite de gastos previsto para a campanha é de R$ 900 mil. Já os demais candidatos declararam valores menores. O PCB indicou Ivan Pinheiro que pretende gastar R$ 200 mil na campanha, com um patrimônio declarado de R$ 355 mil. O PRTB indicou Levy Fidelix e prevê um gasto de R$ 10 milhões na campanha eleitoral, declarando um Patrimônio de R$ 150 mil do candidato. O PCO entra na briga com o jornalista Rui Costa Pimenta, com uma previsão de gastar R$ 100 mil na campanha e um patrimônio de apenas 1/3 de imóvel em São Paulo, avaliado em R$ 80 mil. O PSTU apresentou a candidatura de José Maria de Almeida, com limite de gastos de R$ 300 mil na campanha e um patrimônio de um Gol ano 2006, avaliado em R$ 16 mil.
Em âmbito estadual, temos os números do Distrito Federal, onde está o maior PIB per capita do Brasil. Seguem os maiores patrimônios: Jofran Frejat, candidato a vice-governador pelo PR – R$ 5.364.387,74; Tadeu Filippelli, candidato a vice-governador pelo PMDB – R$ 3.970.537,00; Agnelo Queiroz, candidato a governador pelo PT – R$ 1.150.332,00; Joaquim Roriz, candidato a governador pelo PSC – R$ 1.111.541,00. Santa Catarina ainda não disponibilizou os números.

ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa
dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor
abandonado, o assaltante
e o pior de todos os bandidos,
que é político vigarista, pilantra,
o corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais

Texto de Bertold Brecht, escritor e teatrólogo
alemão (1898/1956)

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