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A Cultura Milenar e Popular do Chá

Para aquecer ou refrescar…
Pesquisadores comprovam benefícios do chá

8 de julho de 2010

Apesar de ser marca da cultura inglesa, o chá surgiu séculos antes de Marco Polo levar a bebida à Europa. Lendas chinesas contam que há milênios a infusão de ervas na água quente faz parte da rotina dos orientais. Atualmente, segundo pesquisas, a bebida é a segunda mais consumida no mundo, ficando atrás apenas da água.
No inverno, devido às baixas temperaturas, o consumo de chá aumenta. Mas, o clima não priva os consumidores nas outras estações. Com inovações, como o chá gelado e as embalagens com o produto quase pronto, ele pode ser consumido em qualquer horário e por quase todos. Existem restrições apenas com relação às ervas utilizadas, pois, apesar de estudos indicarem benefícios aos consumidores da bebida, alguns chás podem diminuir a pressão arterial e estimular demasiadamente o sistema digestivo, causando desconfortos a quem o ingere.
Cada erva tem uma peculiaridade específica, e pesquisas crescem confirmando as antigas receitas populares, como chá preto para reduzir o colesterol e o de camomila para o sistema nervoso.
É neste contexto que um chá vem ganhando destaque no mercado. O chá verde, produzido com folhas de Camellia sinensis, é cada vez mais estudado e utilizado, já que, comprovadamente diminui as taxas de colesterol, traz benefícios aos ossos, combate cáries e ainda, acelera a digestão auxiliando na redução de peso. A bebida ainda tem estudos na área de combate ao câncer, inflamações e de proteção solar, principalmente contra os raios ultravioletas.
Por possuir substância antioxidante (flavonóide), responsável pela neutralização dos radicais livres que provocam o envelhecimento das células, o chá também ganhou o mercado estético. Pesquisas garantem que a utilização da folha da Camellia sinensis em loções e cremes, traz resultado no tratamento de celulite, flacidez e no rejuvenescimento da pele. E já é possível encontrar no comércio esses derivados estéticos do chá.
Para quem prefere beber, o chá tem um gosto quase imperceptível – porém amargo, e, pode ser consumido diariamente, afirmam os pesquisadores. O preparo, diferente dos convencionais, não deve ser em água fervente e nem pode ser acrescentado açúcar. Recomenda-se ainda que, para cada xícara de chá seja colocada uma colher da erva.
 

Diferentes sabores para gostos distintos

Mais fáceis de serem encontradas, ervas como a cidreira, camomila e hortelã não têm todas as suas possíveis potencialidades comprovadas, nem têm tantos benefícios como o chá verde, contudo, alguns especialistas afirmam que essas ervas ajudam no tratamento de doenças como má digestão, nervosismo, insônias e para melhorias na pele.
A cidreira, por exemplo, controla a ansiedade, dores de cabeça, tem ação antinflamatória e é um potente cicatrizante. Já o combinado de hortelã e menta regulariza o intestino e problemas estomacais. Para insônia e relaxamento, os chás indicados são o de valeriana ou camomila. E se o problema foi à bebida alcoólica em excesso no dia anterior, a dica é colocar dente-de-leão.
Além de serem fáceis de preparar, possuírem baixos teores calóricos e serem mais saudáveis que o café, os chás possuem algumas formas de preparo que ajudam a potencializar seus resultados. É recomendado que as ervas sejam colocadas após a fervura, e, permaneçam na água de três a cinco minutos. Evitar a mistura do leite, a fim de garantir a saúde cardiovascular, trocar o açúcar pelo mel para diminuir ainda mais as calorias, acrescentar limão, canela e outras ervas no combinado, com a intenção de deixar o chá ainda mais saboroso.

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