Dica de Livro
O Homem mais Rico da Babilônia
Composto por histórias passadas há milênios atrás, o livro ensina fundamentos modernos e preciosos sobre administração financeira. A leitura é muitíssimo recomendada para qualquer pessoa que quer administrar melhor seu dinheiro, fazer crescer suas economias ou sair de qualquer apuro financeiro.
Esse livro de George S. Clason, escrito no início do século XX, conta a história da Arkad, um homem que começou a vida como escriba e se tornou o homem mais rico da Babilônia. Convidado pelo Rei a ensinar para outros sua arte de enriquecer, Arkad nos explica que o ouro é abundante para aqueles que compreendem as leis simples que governam sua aquisição. Alguns princípios universais e imutáveis que governam o fluxo do dinheiro hoje, como faziam há seis mil anos na Babilônia. Princípios básicos tais como: reserve uma parte de tudo que você ganha para você, controle seus gastos, multiplique seus rendimentos, proteja seus tesouro contra a perda, assegure uma renda para o futuro, faça do lar um investimento lucrativo e outras tantas dicas que deveríamos aprender desde os 10 anos, lá no colégio…
A Primeira Lei de Ouro
O ouro vem de bom grado e numa quantidade crescente para todo homem que separa não menos de um décimo de seus ganhos, a fim de criar um fundo para o seu futuro e o de sua própria família.
“Todo homem que separar religiosamente um décimo de seus ganhos e investi-los sabiamente criará um considerável fundo que não somente lhe trará um vultoso rendimento futuro, como também protegerá sua família depois que os deuses o chamarem para o mundo da escuridão. A lei afirma igualmente que o ouro vem de bom grado para tal homem. Pude certificar-me disso em minha própria vida. Quanto mais ouro acumulei, mais prontamente ele veio até mim e em quantidades crescentes. As moedas de ouro que economizei ganham ainda mais moedas, como acontecerá com vocês mesmos, e seus lucros continuam ganhando. Esse é o resultado da primeira lei.”
A Segunda Lei de Ouro
O ouro trabalha diligente e satisfatoriamente para o homem prudente que, possuindo-o, encontra para ele um emprego lucrativo, multiplicando-o como os flocos de algodão no campo. “O ouro realmente é um trabalhador bem-disposto. Está sempre ávido por multiplicar-se quando a ocasião se apresenta. Para o homem que conserva separada uma determinada quantidade de ouro sempre surgem oportunidades para um empreendimento lucrativo. À medida que os anos passam, ele se multiplica das maneiras mais surpreendentes.”
A Terceira Lei de Ouro
O ouro busca a proteção do proprietário cauteloso que o investe de acordo com os conselhos de homens sábios em seu manuseio. “O ouro realmente busca a proteção do proprietário cauteloso e aborrece a companhia do insensato. O homem que procura oconselho dos mais sábios no manuseio do dinheiro aprende cedo a não pôr em risco o seu tesouro, mas preservá-lo em segurança e gozar com satisfação seu crescimento.”
A Quarta Lei de Ouro
O ouro foge do homem que o emprega em negócios ou propósitos com os quais não está familiarizado ou que não contam com a aprovação daqueles que sabem poupá-lo. “O homem que tem moedas de ouro, mas não é hábil em seu manuseio, depara-se muitas vezes com situações aparentemente lucrativas. São amiúde prenhes de perigo de perda e, quando bem examinadas por homens sábios, revelam pequena possibilidade de lucro. Por isso, o inexperiente que possui ouro confia em seu próprio juízo e investe seu capital em negócios ou propósitos com os quais não se acha familiarizado, comete muitos erros e paga com seu tesouro pela falta de tarimba. Sábio, aliás, é aquele que investe o seu dinheiro de acordo com o conselho dos homens acostumados a lidar com finanças.”
A Quinta Lei de Ouro
O ouro escapa ao homem que o força a ganhos impossíveis ou que dá ouvidos aos conselhos enganosos de trapaceiros e fraudadores ou que confia em sua própria inexperiência e desejos românticos na hora de investi-lo. “Propostas fantasiosas, que impressionam como as histórias de aventuras, sempre ocorrem ao novo proprietário de ouro. Elas surgem para dotar seu tesouro com poderes mágicos que o capacitarão a fazer ganhos impossíveis. Observem, porém, os homens sábios, pois eles conhecem verdadeiramente os riscos que se ocultam por trás de todos os planos para fazer grande riqueza rapidamente.”
— Não esqueçam dos homens ricos de Nínive que não admitiam qualquer coisa que pusesse em risco o principal ou não trouxesse em si mesma a certeza de lucro.
“Aqui termina minha história sobre as cinco leis de ouro. Ao contá-la, espero ter passado para vocês os segredos de meus próprios sucessos. “Não há realmente segredos, mas verdades que todo homem deve primeiro aprender e então seguir quem deseja sair da multidão, a qual, como aqueles cães distantes, tem de se preocupar todos os dias com a alimentação.