Minutos de agonia
Nem meia hora, de acordo com os moradores de Pomerode Fundos, foi o tempo que durou a chuva de granizo na noite de domingo, dia 04 de novembro.
Meia hora. Na verdade, nem tudo isso, de acordo com os moradores de Pomerode Fundos, foi o tempo que durou a chuva acompanhada de granizo na noite de domingo, dia 04 de novembro.
A chuva, que também atingiu cidades vizinhas como Timbó e Indaial, causou diversos prejuízos para os moradores do bairro. Além de residências, o galpão da Igreja e a C.E.I. Profª Nora Krueger Dallmann também foram atingidos.
A creche suspendeu as aulas na segunda-feira, dia 05 de novembro, para que os funcionários pudessem limpar, arrumar e consertar os estragos. A Prefeitura também enviou funcionários para auxiliar nos trabalhos. De acordo com as professoras das escola, ao chegar no local, foi constatado que as salas de aula, assim como banheiros e lavação, estavam tomadas pela água da chuva. O parque da instituição também foi danificado, além do telhado que teve que ser reposto durante o dia. Uma árvore também quebrou no pátio da creche.
Casas próximas à creche também tiveram seus telhados danificados. Em sua maioria de Eternit, não resistiram à força, quantidade e tamanho das pedras. Mãe e filho tiveram suas residências danificadas, devido ao fato das pedras terem quebrado o telhado e, com isso, a água da chuva também entrou nas casas. A segunda-feira após o ocorrido foi dia de colocar os móveis no sol, observar os estragos, arrumá-los e claro, torcer para que os consertos fossem feitos antes de uma nova chuva.
Na casa de Sueli Deluca e Gilberto Klotz, a situação não foi diferente. Durante a segunda-feira colchões e artigos infantis estavam do lado de fora da casa. O telhado na tarde de segunda-feira ainda estava coberto por lonas, até que um novo pudesse ser recolocado. Sueli, que está grávida de nove meses, agradece ao fato de ainda não estar com sua pequena filha nos braços durante a tempestade e afirma que os móveis da casa foram remanejados durante a chuva para tentar mantê-los secos.
Na residência da família Fibrantz os estragos maiores foram registrados no telhado e na plantação de milho que fica atrás da casa. Seu Egon afirma que as pedras de gelo eram do tamanho de um ovo e acabaram com a plantação dele e também do vizinho. Ainda, segundo Egon, há 13 anos já havia ocorrido uma tempestade de granizo na região. A família também registrou, através de fotos, a chuva de pedras de gelo na noite de domingo.
A tempestade rápida causou prejuízos incalculáveis aos moradores do bairro Pomerode Fundos, comprovando que contra males da natureza não há prevenção que seja completamente eficiente.
Fotos: EQUIPE JP e DIVULGAÇÃO