Alunos aprendendo e marinheiros revivendo emoções
E.B.M. Olavo Bilac
No dia 15 de abril de 2010, na Câmara dos Vereadores, foi realizada a tradicional reunião de pauta entre os Jornalistas Mirins, com a participação de integrantes da Marinha de Itajaí.
O encontro começou com elogios do vereador Hamilton Petito, que disse ter estudado no Canadá, para ser médico, mas quando veio ao Brasil, se surpreendeu com o maravilhoso ensino da cidade de Pomerode. Logo depois, tivemos as apresentações, como a dos novinhos Jornalistas Mirins, o João, de cinco anos, e o Arthur, de quatro anos, com suas matérias.
Depois de uma pausa na reunião, contamos com a participação do marinheiro Zimmerman, do capitão tenente Wolf e do capitão fragata Rafael Lopes de Matos, representantes da marinha.
Primeiramente, explicaram que existe a Marinha de guerra e a mercantil. Disseram que o marinheiro é uma espécie de nômade, pois fica distanciado de sua família por dia, meses ou até anos, já que está sempre transportando mercadorias ou executando ordens, por várias partes do Brasil; por isso, quando chega ao porto, demonstra tamanha expectativa no reencontro com a sua família. Contaram um pouco da história das mulheres na marinha, que entraram em 1981, e que a maioria delas trabalha geralmente nos quartéis internos da marinha, segundo o capitão tenente Wolf, e que 40% aproximadamente são mulheres.
O cidadão que quer se tornar um marinheiro deve participar de concurso, pois a Marinha recruta através dos concursos. A pessoa que começa, sempre é um marinheiro, como o Zimmerman, que disse que aos poucos se você se dedicar, irá conseguir outros cargos, como o imediato, por exemplo, que é um auxílio do comandante ou um capitão tenente, assim como Wolf, que é um administrador, entre outros cargos.
O capitão Wolf contou um pouco sobre a frota de navios no nosso país. Disse que o Brasil abrange pelo menos 10% dos navios junto com a América do Norte. Durante as viagens, os marinheiros realizam exercícios, como no caso de incêndio, mas geralmente os exercícios não chegam a ser exaustivos, mas há uma equipe da Marinha que tem toda a preparação física e psicológica, são os mergulhadores de combate.
O comandante Matos falou de dois momentos que ficaram para sempre em sua vida. O primeiro, mais ou menos em 1987, uma situação intensa na Marinha, pois era praticamente uma guerra, que ele havia participado, era uma situação extremamente crítica. A outra aconteceu perto da fronteira entre Brasil e Uruguai, onde passaram por uma tempestade muito horrível. Ela durou cerca de 20 minutos, mas para ele parecia uma eternidade.
No fim da reunião, o marinheiro Zimmerman entregou folhetos que continham histórias da Marinha, como um herói da Marinha, o Tamandaré.
“Estas reuniões são mais um passo para o conhecimento, para entender um pouco mais sobre a Marinha, que ajuda a proteger também os mares do nosso Brasil”, relata o Jornalista Mirim Vítor Amarildo Krüger Reiter.