Geral

Uma vez colono, sempre colono

Ir para a roça, plantar, colher. Pode até se pensar isso é coisa do passado!. Mas não, estamos falando dos dias atuais. Por mais que, sim, era mais frequente a presença do colono antigamente, hoje ainda se tem muita influência dessa cultura, que veio com os imigrantes, e se enraizou…

1 de junho de 2015

Ir para a roça, plantar, colher. Pode até se pensar isso é coisa do passado!. Mas não, estamos falando dos dias atuais. Por mais que, sim, era mais frequente a presença do colono antigamente, hoje ainda se tem muita influência dessa cultura, que veio com os imigrantes, e se enraizou em nossas terras.

Colono significa o trabalhador dos núcleos coloniais, estabelecimentos criados pelo governo para introdução de imigrantes onde eles são proprietários de seu pequeno lote e podem trabalhar também nas fazendas ao redor. Além disso, o colono é a herança deixada pelos antepassados de um tempo onde os meios de sobrevivência eram outros.

No dia 25 de julho é comemorado o Dia do Colono, e em varias regiões do estado de Santa Catarina, esta data é comemorada de diferentes formas, mas sempre com as características dos colonos que por aqui deixaram as marcas.

Mesmo depois de tantos anos dessa tradição, ainda há pessoas que preservam essas práticas. Acelino Krueger é um deles. Com 70 anos, ele tem em sua propriedade uma roça, onde ele cultiva de tudo um pouco. Desde batata, feijão, milho aipim, e outros componentes, ele vai todos os dias olhar como estão suas plantações e conferir se falta alguma coisa. É um trabalho muito bom de fazer. Mas é preciso muito cuidado e conhecer de plantio. É necessário conhecer também do que será plantado.

Seu Acelino trouxe a herança de seus pais. Ele cresceu em uma roça, cuidando junto com seu pai da propriedade da família. Trabalhei até os 16 anos com meu pai. Depois, fui trabalhar em uma firma aqui da cidade. Fiquei lá por seis anos e meio, mas sai para continuar a trabalhar de colono. Trabalhei em muitas plantações, muitas roças particulares, como caseiro também. Até me aposentar, conta.

Depois de se aposentar, quem achou que seu Acelino ia parar de vez, se enganou feio. Ele decidiu que teria sua própria roça e cuidaria dela até que pudesse. Criei o meu próprio espaço e comecei a plantar. Hoje mantenho o que tenho com muito carinho e quero continuar com essa atividade até onde eu conseguir, explica.

Além de complementar a renda da família, a atividade de colono rende para seu Acelino muita diversão e bem estar. Gosto muito do que eu faço. Tenho muita paixão pela terra. E me divirto muito no meu ‘trabalho. É uma atividade que me faz muito bem. Por isso quero persistir aqui enquanto puder, comenta.

E depois? Será que alguém vai continuar com a propriedade. Bom, já há interessados. Minha filha tem interesse em tocar depois que eu não puder mais, espero que seja verdade, pois é muito legal ver algo que você começou ter continuidade, explana.

Uma atividade secular, que, passada de geração em geração, chegou aos dias de hoje ainda muito viva na memória dos moradores. História viva, que se renova em cada momento, nos traços desta terra que tanto se rendeu aos encantos do colono.

 

Festa do Colono – E para comemorar esta data especial, hoje acontece a 18ª Festa do Colono de Pomerode no Clube Sênior. O evento proporciona aos visitantes e participantes uma visão dos costumes da época da imigração. Danças típicas, música, esportes e outros atrativos fazem parte da programação. Além de proporcionar a confraternização, reencontro e integração de gerações passadas.

Às 16h30min tem a colheita de frutas, verduras e legumes fixados na decoração da Festa. Este é o momento mais esperado da festa, onde em poucos instantes, as cordas onde estavam pendurados com frutas e verduras, ficam completamente vazias.

Notícias relacionadas