Superação no oceano
O contato com o esporte já começou quando Mario Czaschke tinha apenas 11 anos. Foi por meio de um tio que surgiu a paixão pelo mar e oceano. A partir daí, veio a coleção de medalhas, troféus e superações. Natural de São Paulo, mudou-se definitivamente para Pomerode, em setembro de…
O contato com o esporte já começou quando Mario Czaschke tinha apenas 11 anos. Foi por meio de um tio que surgiu a paixão pelo mar e oceano. A partir daí, veio a coleção de medalhas, troféus e superações. Natural de São Paulo, mudou-se definitivamente para Pomerode, em setembro de 2008, para administrar os negócios da família no ramo da hotelaria.
A dedicação ao iatismo elenca várias participações e conquistas. Entre elas: 1980 – 1987 – Classe Snipe – premiação: Campeonato Paulista Juniors – 2° lugar; 1987 – 1990 – Classe 420 – vários campeonatos paulistas e brasileiros; 1990 – 2000 – Classe Lightning – vários campeonatos paulistas e brasileiros; 2003 – 2006 – Classe Hobbie Cat 14 – vários campeonatos paulistas e brasileiros.
Desde 1986, se encantou pela Vela de Oceano, participando, por vários anos, das competições anuais “Regata Santos – Rio”, vencendo a mesma em 2000, mantendo as colocações de 2° e 3° lugares em outros anos. Nesta mesma fase, participou de campeonatos paulistas e brasileiros de Vela de Oceano. Seus barcos foram: Oxigênio, Oxigênio 2, Oxigênio 3, BMW, Curupira, Notus, Touchê Petit, Touchê Light, Touchê Plus, Touchê Super. Mario também já participou de campeonatos a âmbito internacional, como Grécia – Classe Lightning, em 1990; Travemünder Woche (Alemanha) – Classe 420, em 1992; Equador – Classe Lightning, em 1994.
Em meio a uma trajetória de conquistas, um acontecimento mudou a rotina do atleta. Foi em fevereiro de 2006, quando sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral), que deixou sequelas como uma atrofia da mão direita e dificuldades na fala, caracterizando deficiências físicas. Mas isso não foi motivo para desistir. Mario necessita de terapias contínuas, com as quais tem mostrado grandes melhoras. Após um período de terapias intensivas, retornou ao iatismo, há cerca de um ano.
A superação não demorou a se tornar explícita. O velejador venceu a Seletiva de Vela Adaptada, que aconteceu de 01 a 03 de abril, em São Paulo. Desta forma, garantiu Santa Catarina no Mundial de julho na Holanda, que será a seletiva para as Paraolimpíadas de 2012. Campeão por antecipação, chegou na frente em seis regatas e nem precisou enfrentar a chuva e a calmaria que dominaram a Represa de Guarapiranga no último dia de competição. Atualmente, Mario tem um barco, equipamentos e treinador cedidos pela Federação Catarinense de Vela Adaptada e compete pela classe paraolímpica 2.4mR., (barco adaptado para suas deficiências). Ainda alcançou o 4° lugar do Campeonato Brasileiro em São Paulo, em abril de 2009.
“Não esperava chegar tão longe. As expectativas para as próximas competições são positivas. Estamos trabalhando para alcançar bons resultados. Minha família sempre me apoiou bastante. Praticar este esporte é aventura e emoção. Representa 200% na minha vida”, considera Mario. “Os obstáculos estão aí para serem vencidos. Pode demorar, mas é preciso tentar e não deixar a peteca cair”, afirma a irmã Eliana.
O Núcleo de Vela Adaptada funciona desde junho de 2009 na sede central do Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha (ICSC), em parceria com a Federação de Vela do Estado (Fevesc). Mario Czaschke deixa a cidade de Pomerode toda semana, para treinar quintas e sextas-feiras, em Florianópolis. Os treinos variam de duas a cinco horas no mar. O atual treinador do atleta é Eduardo Pires. Mario tem uma filha de oito anos, que também está despertando a paixão pelo esporte.