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Exames provocam morte em Joaçaba

O médico gastroenterologista Denis Conci Braga, de 31 anos, foi preso em Joaçaba (SC), no dia 14/05, sexta-feira, por homicídio e lesão corporal. Após realizarem o exame de endoscopia, duas pacientes tiveram parada cardiorrespiratória. Ele foi preso no próprio consultório. Outros cinco pacientes também apresentaram problemas de saúde, sendo que…

20 de maio de 2010

O médico gastroenterologista Denis Conci Braga, de 31 anos, foi preso em Joaçaba (SC), no dia 14/05, sexta-feira, por homicídio e lesão corporal. Após realizarem o exame de endoscopia, duas pacientes tiveram parada cardiorrespiratória. Ele foi preso no próprio consultório. Outros cinco pacientes também apresentaram problemas de saúde, sendo que um deles está em estado grave. Braga foi liberado depois de prestar depoimento e pagar fiança.

Segundo o Delegado Maurício Pretto, somente a conclusão dos laudos periciais e exames bioquímicos explicará a morte das vítimas Maria Rosa de Almeida dos Santos, de 51 anos, e Santa Pagliarini Sipp, 60. A previsão é que as análises sejam concluídas em até 30 dias.

A suspeita inicial da Polícia era de que a medicação usada para sedar (Compaz Diazepan) teria sido a causa das mortes, mas o indício mais forte é que a pomada anestésica lidocaína tenha causado as sucessivas convulsões e paradas respiratórias nas vítimas.

O Delegado afirma que houve outros casos, há cerca de sete anos, no Brasil. Há um registro de 2005, no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que alerta para o uso da lidocaína. Na época, três pessoas morreram e 12 tiveram reações adversas, em Itagibá, na Bahia, depois da utilização do anestésico para fazer a endoscopia.

O Instituto Geral de Perícias (IGP), Delegacias de Polícia de Joaçaba e Catanduvas, auxiliaram os trabalhos investigativos.
 

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