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Hora da responsabilidade

20 de maio de 2010

Temos muitas obras para entregar de agora até o final do ano. Estamos concluindo a captação de recursos expressivos em várias fontes do exterior o que vai permitir o início de muitas outras obras nos próximos meses, especialmente na área do saneamento básico, onde estamos atrasados, e na recuperação de rodovias estaduais, também uma prioridade de governo. O que eu quero passar ao leitor neste momento é a minha preocupação, em ano eleitoral, com a falsa expectativa, esta companheira inseparável da demagogia e do populismo, recurso barato daquele governante e daquele político que tem como alvo, exclusivamente os interesses eleitorais. De mim, a sociedade nunca vai ouvir uma promessa ou um “sim” para uma demanda que eu, como governante, não possa cumprir. Prometo na medida exata daquilo que, efetivamente, posso cumprir. Atendo um pedido na medida exata daquilo que o governo pode cumprir. Posso cumprir ? Então, faço, atendo. Não posso ? Digo não num definitivo para não deixar nenhuma expectativa no interlocutor,embora , as vezes possa doer. Sei que muitas vezes, com este meu jeito de fazer política, produzo frustrações e alguma dose de indignação. Ninguém gosta de ouvir um não para uma demanda. O fato de estarmos em ano eleitoral e sob os rigores da lei eleitoral aumentam ainda mais a minha responsabilidade e a de minha equipe de trabalho. Mesmo assim, as obras prioritárias não vão parar. As razões para que eu tenha comigo, consolidado, efetivo, esse princípio de não alimentar falsas expectativas tem uma explicação simples: eu sei o que a falsa expectativa pode causar nas pessoas, nas entidades, nas empresas e na sociedade de modo geral. A expectativa é, digamos assim, transformadora. Quando passam a contar com um benefício que possa vir do governo – um projeto, um programa, uma obra – as pessoas alteram planos, atitudes, diante da economia, diante da vida em sociedade. E quando aquilo que foi prometido não é entregue, o que acontece ? Vêm as frustrações, a indignação e a revolta. O governante não tem o direito de fazer isso com as pessoas. Seja qual for o ônus que tenha de pagar, deve-se comprometer apenas com aquilo que pode cumprir e nada mais. Essa responsabilidade, sobretudo em ano eleitoral, deve ficar sempre à flôr da pele. O momento é de responsabilidade de muita criatividade.
 

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