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Equipamento de jogo: raquete

O primeiro contato com o tênis de mesa foi aos 14 anos. Atualmente, aos 35, a prática da modalidade ainda faz parte do dia-a-dia do blumenauense Marildo Dieter Keunecke. Treinos escolares oportunizaram o conhecimento das técnicas e logo depois, por intermédio de um amigo, a dedicação à modalidade se deu…

10 de maio de 2010

O primeiro contato com o tênis de mesa foi aos 14 anos. Atualmente, aos 35, a prática da modalidade ainda faz parte do dia-a-dia do blumenauense Marildo Dieter Keunecke. Treinos escolares oportunizaram o conhecimento das técnicas e logo depois, por intermédio de um amigo, a dedicação à modalidade se deu na Fundação Municipal de Esportes de Blumenau.
As conquistas não tardaram a chegar. Depois de seis meses de treino, Keunecke participou do seu primeiro Campeonato Estadual e levou para casa as medalhas de prata, em dupla, e bronze, em equipe. É campeão estadual por várias vezes, vice-campeão brasileiro e campeão brasileiro, Rating B. “Sempre gostei de esporte, mas não sabia o que fazer. A vontade de vencer me acompanhava, não ligava às dificuldades, ou ao tempo de treino. Só queria saber de jogar e ganhar”, comenta o atleta.
O mesatenista avalia que ainda há dificuldades na modalidade. “Há esportes que são pouco valorizados. Para o tênis de mesa, ainda falta investimento. Os gastos com os materiais são altos. O que faz a diferença são os técnicos e os que gostam da modalidade. É preciso correr atrás. Continuo no tênis de mesa porque gosto mesmo. Se a pessoa não gosta do que faz, não vai para frente”, considera.
“O esporte é uma questão que já nasce com a pessoa. Na minha família, só eu sou envolvido com o esporte. Nasci com isso. O esporte é minha razão de viver e faz parte do meu dia-a-dia. Treino diariamente e, se não faço atividades físicas, até fico doente”, finaliza o atleta.

Como tudo começou
O ano de 1912 pode ser considerado o ano do início das atividades organizadas do tênis de mesa no Brasil. Neste ano, foi disputado o primeiro campeonato por equipes na cidade de São Paulo, sagrando-se vencedor o Vitória Ideal Clube. Até então, era praticado somente em casas particulares e em clubes. Os iniciantes da prática do tênis de mesa no Brasil eram turistas ingleses, que mais ou menos em 1905, começaram a implantá-lo no país.
Até 1942, o esporte seguiu com altos e baixos no país, quando atletas cariocas representados por De Vicenzi, A. Neves e G. Ferreira, e paulistas representados por Bolonga, F. Nunes, e W. Silva, aprovaram a tradução das regras e assinaram convênios que levaram à oficialização do Tênis de Mesa pela Confederação Brasileira de Desporto (CBD). O Brasil participou do 3º Campeonato Sul-Americano em 1947, graças ao esforço de De Vicenzi, e, a partir de então, a participação do tênis de mesa brasileiro nos Mundiais vem intensificando o intercâmbio internacional.
Atualmente, através da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), este esporte está organizado em todos os estados do Brasil, que congregam mais de 20.000 atletas. Detentor de uma longa hegemonia na América do Sul e na América Latina, o tênis de mesa vem sendo o único esporte que possui o incrível registro de quatro vitórias consecutivas – tetracampeão – em competições por equipe nos Jogos Pan-Americanos.
Em 20 de janeiro de 1986, a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa iniciou seus trabalhos, sob a presidência de Dr. Alaor Gaspar Pinto Azevedo. Já organizou mais de 400 eventos nacionais e internacionais, com destaque para o Mundialito (Brazilian Open Championships), em sua 13ª edição, além de mais de 300 cursos nas áreas de arbitragem, administração e técnicas de jogo.

A mesa tem

A mesa: tem 2,74m de comprimento, 1,52m de largura e 76 cm de altura. Pode ser feita de qualquer material, na cor escura e fosca, produzindo um pique uniforme de bola padrão oficial (aprovada pela ITTF); tendo uma linha branca de dois cm de largura em toda a sua volta. Para os jogos de duplas, ela é dividida em duas partes iguais por uma linha branca de três mm de largura, no sentido do comprimento.

A rede: estende-se por 15,25cm além das bordas laterais da mesa e tem 15,25cm de altura, devendo ser de cor escura; deve possuir a parte superior branca e as malhas maiores do que 7,5mm quadrados até, no máximo, 12mm quadrados.

A bola: deve ser feita de celuloide ou plástico similar, nas cores branca ou laranja e fosca, pesar 2,7g e ter diâmetro de 40mm.

A raquete: pode ser de qualquer tamanho, forma ou peso e constituída de madeira natural em 85% do material. O lado usado para bater na bola deve ser coberto com borracha com pinos para fora, tendo uma espessura máxima de dois mm, ou por uma borracha “sanduíche”, com pinos para fora ou para dentro, tendo uma espessura máxima de quatro mm. O lado não usado para bater na bola deve ser manchado de cor diferente da borracha e só deve ser vermelho vivo ou preto. Precisa ter duas cores diferentes, para ser usada, e essas cores só podem ser preto e vermelho vivo. Não é permitido jogar com o lado de madeira.

A partida: constitui-se de sets de 11 pontos. Pode ser jogada em qualquer número de sets ímpares (um, três, cinco, sete, nove…). No caso de empate em dez pontos, o vencedor será o que fizer dois pontos consecutivos primeiro. O atleta que atua o 1º set num lado é obrigado a atuar no lado contrário no set seguinte. Na partida quando houver “negra” (1 a 1), (2 a 2) ou (3 a 3), os atletas devem mudar de lado logo que o atleta consiga cinco pontos.

O saque: a bola deve ser lançada para cima (16 cm no mínimo), da palma da mão livre na vertical e, na descida, deve ser batida de forma que ela toque primeiro no campo do sacador, passe sobre a rede sem tocá-la e toque no campo do recebedor. O saque deve ser dado atrás da linha de fundo ou numa extensão imaginária desta. Cada atleta tem direito a dois saques, mudando sempre quando a soma dos pontos seja dois ou seus múltiplos. Ex.: 2 a 2 = 4 = 6 a 6 = 12.
Com o placar 10-10, a sequência de sacar e receber deve ser a mesma, mas cada atleta deve produzir somente um saque até o final do jogo. O direito de sacar ou receber primeiro ou escolher o lado deve ser decidido por sorteio (ficha de duas cores), sendo que o atleta que começou a sacar no 1º set começará recebendo no 2º set e assim sucessivamente. O sacador deverá sacar e retirar o braço da mão livre da frente da bola, de modo que nada esteja entre a bola e o adversário a não ser a rede e suportes.

Uma obstrução (não vale ponto): a partida deve ser interrompida quando: o saque “queimar” a rede; o adversário não estiver preparado para receber o saque (e desde que não tenha tentado rebater a bola); houver um erro na ordem do saque, recebimento ou lado; as condições de jogo forem perturbadas (barulho ou outros fatores).

Um ponto: a não ser que a partida sofra obstrução (não vale ponto), um atleta perde um ponto quando: errar o saque; errar a resposta; tocar na bola duas vezes consecutivas; a bola tocar em seu campo duas vezes consecutivas; bater com o lado de madeira da raquete; movimentar a mesa de jogo; ele ou a raquete tocar a rede ou seus suportes; sua mão livre (que não está segurando a raquete) tocar a superfície da mesa durante a sequência.

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