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Missão Cumprida

Um show de voleibol, que uniu Brusque e Pomerode em torno de um só objetivo. Assim pode ser resumida a trajetória de DEZ meses da Cativa/Oppnus, cuja garra de suas jogadoras e a competência da comissão técnica trouxe muitas alegrias e sensações.

10 de maio de 2010

A paixão pelo voleibol tomou conta da torcida, desde o início da caminhada. Tudo começou no mês de julho de 2009, quando a equipe conquistou seu primeiro título: a Liga Nacional Sul, em Pomerode. A final, disputada no dia 11 de julho, foi contra uma de suas adversárias mais tradicionais: Rio do Sul. O placar de 3 a 0 (25×14, 25×11 e 25×17) e a conquista invicta, já dava sinais que as brusque-pomerodenses iriam fazer história.
Classificada para a fase final da Liga Nacional, a Cativa/Oppnus partiu rumo a Juazeiro do Norte (CE). Jogando o seu melhor voleibol, foram derrotando suas adversárias uma a uma, até a grande final, contra São Bernardo. Num jogo memorável, transmitido para todo o Brasil, as catarinenses derrotaram as paulistas por 3 a 2 (24×26, 25×19, 20×25, 29×27 e 19×17), conquistando o seu segundo título em dois meses. A visibilidade que nossa equipe teve foi muito favorável, pois todos puderam conhecer, além do belo voleibol praticado, a simpatia de nossas meninas. Muitos fãs foram conquistados naquela oportunidade, o que aumentou a legião de apaixonados pelo voleibol da Cativa/Oppnus.
Com a vaga na Superliga Feminina 09/10 garantida, o time voltou suas as competições estaduais, dentre elas, o Campeonato Estadual, Regionais e Jogos Abertos, todos conquistados também de maneira invicta. Nas três competições, com muita competência e representando as cores de Pomerode, a meninas levantaram mais três canecos, um feito inédito para a cidade mais alemã do Brasil.

Firmando-se em SC
O Campeonato Catarinense de Voleibol Feminino teve início no mês de julho e reuniu dez equipes do Estado. Após 12 vitórias em 12 partidas, a Cativa/Oppnus credenciou-se à final, novamente contra Rio do Sul, outra força do esporte em Santa Catarina.
Em quadra, a equipe mostrou sua força vencendo as duas partidas. Em Rio do Sul, no dia 05 de novembro, as brusque-pomerodenses não se intimidaram e venceram as donas da casa pelo placar de 3 a 1 (26×24, 22×25, 13×25 e 10×25). Com a vantagem conquistada no primeiro jogo, a Cativa/Oppnus veio a Pomerode, dois dias depois, pronta para liquidar a fatura ao lado de sua torcida. O Ginásio Ralf Knaesel parou para ver as meninas vencerem novamente, desta vez por 3 a 0 (25×17, 25×18 e 25×12) e levantar este título inédito para a cidade mais alemã do Brasil.
Após este importante título, o time partiu em direção ao oeste catarinense para mais um desafio: os Jogos Abertos de Santa Catarina, outra competição que, novamente, reuniu as melhores equipes do Estado. O time, que representou a cidade de Pomerode, foi vencendo seus adversários, até chegar a mais uma final, desta vez contra Chapecó. Alternando bons e maus momentos na partida, o time pomerodense soube administrar todas as adversidades, tanto dentro como fora de quadra, para vencer por 3 a 2 (25×19, 23×25, 25×20, 22×25 e 15×9) e levantar mais um título.
Além disso, a Cativa/Oppnus participou e conquistou mais duas competições, também de forma invicta: a fase Regional Leste/Norte dos Jasc, realizada em Pomerode, e a Copa Cativa/Oppnus, que reuniu quatro equipes do cenário nacional.

O maior desafio
Como preparação para a Superliga 09/10, a Cativa/Oppnus viajou ao Rio de Janeiro para participar da Copa Rio 2009. Jogando contra equipes de ponta, o time novamente mostrou sua força, conquistando o vice-campeonato do torneio. Na final, tiveram pela frente a força da equipe Unilever, que fechou o placar em 3 a 0 (25×22, 25×21 e 25×18), conquistando o título.
Muitos acreditavam que um time formado há pouco tempo, não teria forças para disputar uma competição tão importante quanto a Superliga Feminina. Mas a força de superação do time era demonstrado a cada jogo. A torcida, tanto a brusquense quanto a pomerodense, se mostrava cada vez mais apaixonada, a ponto de lotar o Ginásio Ralf Knaesel, num domingo ao meio dia, com sensação térmica perto dos 50 graus, na partida contra o Mackenzie Newton Paiva.
A equipe, claro, sofreu derrotas. Algumas inesperadas, mas nada que tirasse o ânimo e a confiança das jogadoras e comissão técnica. Os olhos do Brasil se voltaram para Pomerode/Brusque, em inúmeras transmissões e reportagens, mostrou também um pouco da nossa cultura e do nosso amor pelo voleibol.
Tudo isso foi combustível para que se conseguisse o objetivo: ficar entre as oito melhores equipes do Brasil. A classificação veio após o jogo contra o Macaé por 3 a 0, coroando de êxito a participação da equipe na Superliga. Mas faltava a “cereja do bolo”. E ela veio na última partida, contra o Blausiegel/São Caetano, das campeãs olímpicas Mari, Sheila e Fofão. A vitória emocionante por 3 a 2 fechou com chave de ouro a participação da Cativa/Oppnus na 1ª fase.
As quartas-de-finais foram disputadas contra ninguém menos que a Unilever, do técnico Bernardinho. As derrotas por 3 a 0 em Pomerode (25×17, 25×20 e 25×21) e por 3 a 1 no Rio de Janeiro (parciais de 28×30, 25×16, 25×17 e 27×25) não chegaram a ser uma ducha de água fria nas catarinenses, mas a possibilidade de uma possível classificação deixou todos com uma pontinha de tristeza.

Temporada positiva
Pela segunda vez na Superliga, a equipe Cativa/Oppnus avalia como positiva sua participação atual. A temporada iniciou em 2009 com a formação de um forte grupo, cujas estatísticas mostram isso. Por exemplo, em 67 jogos disputados, o time saiu de quadra se ganhar nenhum set em apenas cinco oportunidades. “Ficamos dentro daquilo que esperávamos. É um trabalho que vai se consolidando, ganhando corpo com o passar do tempo. Nosso foco é investir mais na modalidade e incentivar o esporte em Santa Catarina”, comenta o gerente de esportes de Pomerode, Frank Utech.
O técnico da equipe, Rogério Portela, grande maestro e “pai” das jogadoras, enfatiza que a torcida foi fundamental para o sucesso da equipe. “O apoio dos nossos torcedores foi fundamental em todos os momentos desta longa caminhada. Por isso, quero dedicar todos estes títulos aos povos pomerodense e brusquense, que sempre acompanharam e torceram por nossas meninas. Com certeza, Pomerode, Brusque e Santa Catarina só têm a agradecer estes dez meses de pura emoção e vibração. Obrigado, meninas!”
 

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