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A Educação Física e os portadores de Deficiência

A educação física e o esporte são amplamente aceitos como importantes ferramentas de inclusão social. Em práticas desportivas, pode-se propiciar o contado de pessoas de diferentes classes sociais, credos, raças, etc. O deficiente, seja ele físico ou mental, também apresenta um quadro similar às outras minorias da sociedade. Ele traz…

10 de maio de 2010

A educação física e o esporte são amplamente aceitos como importantes ferramentas de inclusão social. Em práticas desportivas, pode-se propiciar o contado de pessoas de diferentes classes sociais, credos, raças, etc.
O deficiente, seja ele físico ou mental, também apresenta um quadro similar às outras minorias da sociedade. Ele traz em sua bagagem, uma série de impossibilidades impostas pelo meio em que vive. Muitas vezes, a família por falta de esclarecimento, por superproteção ou por preconceito, acaba “escondendo” o deficiente da sociedade, impedindo este de praticar a plenitude de seus direitos. A “UNESCO estabelece que a prática da educação física é um direito de todos e que programas devem dar prioridade aos grupos menos favorecidos no seio da sociedade” (carta internacional de educação física e desporto, 1978).
Contudo, sabe-se que estamos longe de obter a efetiva integração social destes portadores de deficiências. A grande maioria deles não participa de nenhum tipo de atividade. Já na educação física escolar, na grande maioria das vezes, o deficiente fica à margem da turma, apenas assistindo, ou executando tarefas secundárias. Isso o impede de desenvolver tanto suas capacidades físicas, como lateralidade, melhora da resistência muscular e cardiorrespiratória, aumento do repertório motor, etc. Como também ficam neles retidas as capacidades de pensar, sentir e agir.
Portanto, a inserção social do deficiente, começa já na infância, com a família motivando e encorajando o mesmo a participar de todas as atividades que ele deseje; e com o professor, que deve adaptar suas aulas e o meio da melhor forma possível, para integrar a todos os alunos. Os esportes podem ser praticados pelos deficientes em quase sua totalidade considerando-se seu grau de deficiência e suas dificuldades, e devido a estas são feitas algumas modificações de regras e adequações que facilitam a prática.
Finalmente, devemos destacar que cada indivíduo pode fazer sua parte na integração social dos portadores de necessidades especiais, seja prestigiando um evento paradesportivo ou oferecendo oportunidades e condições para que o deficiente faça parte de nossa sociedade. Um deficiente físico deve ser tratado como uma outra pessoa qualquer, havendo apenas uma diferença no aspecto motor.

Luís Felipe dos Reis
Prof. Educação Física/Personal Trainer
Cref: 011050-G/SC
luis@bevilaquacenter.com

 

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