Contra Ataque
Por Roman Raiter
Rápido no gatilho
Tendo em vista o excelente e espantoso rendimento do Santo André, tanto nos demais jogos, como especialmente na decisão contra o Santos, onde por muitos momentos chegou a ser superior ao melhor time da atualidade, algumas equipes grandes do futebol brasileiro estão tentando agilizar, o quanto antes, algumas negociações com o Santo André. O meia Branquinho, que teve excelente desempenho, vem sendo disputado por Santos e Palmeiras. Já o lateral-esquerdo Carlinhos e o atacante Rodriguinho estão bem próximo do Fluminense. O Vasco, sem dinheiro, vai se virando como consegue. Após fazer a boa contratação do meia-atacante Zé Roberto, o clube parece que vai conseguir trazer o zagueiro Cezinha, 23 anos, do Santo André. A diretoria vascaína também demonstrou interesse em contratar o atacante Nunes, 28 anos. Seriam reforços interessantes para o Gigante da Colina, na formação do elenco que disputará o Campeonato Brasileiro.
Incertezas
A última impressão é a que fica. E neste final de semana, é a abertura do Campeonato Brasileiro. Os quatro clubes cariocas precisam, ao menos, “vender” a seus torcedores a impressão de que o ano não será de amargura na competição nacional. O atual campeão carioca, por exemplo, ainda sem uma direção no departamento de futebol e em vias de perder alguns de seus principais jogadores no meio do ano, é hoje uma incógnita. Quem sabe dizer o que se planeja na Gávea para a campanha do hepta? Fluminense e Vasco têm missões semelhantes. Mas suas torcidas estão preocupadas de ter pela frente mais um ano de incertezas.
No sufoco
Quem viu o empate do São Paulo diante do Alianza Lima, pode perceber como o tricolor joga um futebol chato e burocrático. É quase impossível conseguir assistir a um jogo do tricolor, sem pegar no sono. Muitos podem dizer que o São Paulo joga assim há alguns anos. E é verdade. A diferença é que, em anos anteriores, jogava feio, mas tinha alguma coisa de eficiência. Não é para menos que, há pelo menos cinco anos, o São Paulo é o clube mais vitorioso do futebol brasileiro. Sobremaneira, é inegável sua chatice na atualidade. Ricardo Gomes ainda não conseguiu encaixar o time dentro de campo. Os mais de 40 mil torcedores viram a equipe conseguir a classificação as quartas-de-finais após escapar pelos dedos dos pés dos jogadores e de Rogério Ceni, mas sendo salvos pelas próprias mãos do goleiro, na disputa por pênaltis. Defesas, aliás, espetaculares. O São Paulo pode ser campeão da Libertadores, sem dúvida. Mas que joga um futebolzinho difícil de aturar por mais de 15 minutos, isso não é novidade pra ninguém.
De volta pra casa
Paulo César Tinga, 32 anos, colocou a cabeça no travesseiro, olhou para o teto e ficou fazendo o cálculo imaginário do peso de duas situações: em um dos braços da balança, uma proposta fora do comum do Fluminense, o reencontro com o técnico Muricy Ramalho, a chance de ter nova experiência no Rio de Janeiro depois de passagem sem grande brilho pelo Botafogo; no outro braço, uma oferta menos pomposa do Inter, mas com a oportunidade de voltar a conviver com uma torcida que o idolatra, além do sonho de vestir novamente uma camisa que ele tem como segunda pele. Entre o bolso e o coração, Tinga optou pelo segundo. Na semana que vem, ele desembarca no Brasil para assinar com o Inter. Contratação espetacular. Reforço de peso.