Por um caminho desconhecido
Pomerode é cercada por matas e, consequentemente, por encantos e belezas que, muitas vezes, ainda são desconhecidos de seus moradores.
Pomerode é cercada por matas e, consequentemente, por encantos e belezas que, muitas vezes, ainda são desconhecidos de seus moradores.
E, em busca de aventura e conhecimento, os amigos Ademir Abegg, Aluisio Loth, Leandro Starke, Lorenz Lessmann, Peter Riemer e Ramiro Trapp efetuaram uma escalada, em meio à mata fechada, em Testo Alto, mais precisamente na montanha de Canudos, na manhã de domingo, dia 27 de abril.
Segundo os aventureiros, o acesso ao local é íngreme, então foi necessário abrir uma trilha para conseguir chegar ao cume e, posteriormente, descer do outro lado.
A ideia de subir o morro e caminhar pela mata fechada surgiu no local de trabalho. A ideia da escalada surgiu de um grupo de colegas da NETZSCH do Brasil, sendo que o Sr. Ramiro Trapp organizou a aventura, entrou em contato com o proprietário do terreno onde iniciamos a escalada e juntou a turma que participou desta caminhada, explicam.
A escolha do local, além da dificuldade, também foi decidida por conta do desconhecimento da área. A escolha foi pela dificuldade de acesso, trata-se de uma montanha pouco explorada, com mata fechada e árvores imponentes, o que tornou nossa escalada ainda mais emocionante. Outros locais como o Morro Azul, Morro do Schmidt e Morro da Turquia já são bastante conhecidos, então resolvemos nos aventurar em um cume isolado e desconhecido, sem nenhuma trilha aberta até o topo, frisam.
O objetivo, segundo os participantes, é, além de organizar a aventura, vencer o desafio. Todavia, os resultados atingidos, como o contato com a natureza e a superação de limites são impagáveis.
O trajeto percorrido levou pouco mais de três horas para ser concluído. A escalada ocorreu no domingo de manhã, quando começamos a subir às 07h partindo da Rua Testo Alto (antes do Clube XV de Novembro). Chegamos ao cume às 08h45min. Logo depois iniciamos a descida, chegando no Canudos (Rua Ribeirão Gustmann) às 10h15min, saindo no terreno da família Schumann, explicam.
E nesse período, muitas surpresas e conhecimento. O que mais nos surpreendeu nesta escalada foi a mata nativa bastante preservada (árvores com 1,5 m de diâmetro). Além de muitas orquídeas e outras flores exóticas, um bando de bugios, o cume da montanha que visto de longe parece pequeno, mas chegando lá notamos que era bastante plano e o tempo que levamos para realizar o percurso, pois imaginávamos que levaríamos mais tempo, afirmam.
Da aventura, uma experiência única. A descida foi árdua, muito íngreme, então levamos alguns tombos; devido à declividade, havia trechos onde não era possível continuar andando, então tivemos que escorregar barranco abaixo. A dificuldade aumentava por conta dos inúmeros cipós, do taquari, das helicônias (em alemão: Kate Blätter), das árvores e arbustos espinhosos. Passamos por nascentes de água e, como estávamos em meio à mata fechada, não fazíamos ideia de onde iríamos sair. Por fim, saímos em um chuchuzal e, posteriormente, no pasto da família Schumann, no Canudos, concluem.
E essa foi apenas a primeira aventura do grupo que pretende desvendar, ainda, muitos outros caminhos. Ainda não temos a data confirmada, porém estamos pensando em outras duas opções de escalada: Subir uma montanha que fica na divisa de Pomerode/Jaraguá do Sul, em Testo Alto, com aprox. 700 metros de altitude. A mesma possui um marco do exército no cume e Subir o Morro do Schmidt por um caminho alternativo (pela frente da montanha, sem utilizar a estrada), revelam.
As descobertas efetuadas pelo grupo, que além de se aventurar por caminhos ainda desconhecidos, também aprendeu a importância da preservação, serve a todos os pomerodenses. Nossas matas em torno do município guardam belos recantos e muitas surpresas; é essencial conscientizar os leitores para preservá-las cada vez mais, finalizam.