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Taxista: profissão perigo

Taxista pomerodense sofre momentos de agressão durante corrida feita ao município de Timbó.

1 de abril de 2010

 

 

 

Uma manhã de quarta-feira, 31/03, aparentemente normal e tranquila para o taxista pomerodense Lamiro Eurico Buse, 69 anos. São 11 horas. Sentado no ponto de taxi, localizado à Rua Paulo Zimmermann, Centro, em Pomerode, observa a movimentação. Um jovem passa em direção à rodoviária e atrai o olhar de Buse. À princípio, nada de estranho. O que o taxista não imaginava, era o que estava por vir. O jovem embarcou no taxi e em Timbó, agrediu o homem no interior do veículo Astra, de cor prata, abandonando o taxista ferido no Centro do município.

O jovem dirigiu cerca de 600 km e o carro foi localizado próximo ao município de Curitiba (PR), com bastante sujeira de lama. Foram furtados cerca de R$ 470,00, além de outros pertences que estavam no veículo.

“Ele entrou no taxi às 11h10min e pediu para que eu o levasse a Timbó. O jovem loiro sentou na frente do veículo e não tinha nada na mão. Um pouco antes do Hospital Unimed de Timbó, ele pediu para eu parar. Disse que queria falar com um amigo, numa residência. Não estranhei e parei. Foi quando o pesadelo começou”, relata Buse detalhadamente.

Com o cinto de segurança, o jovem tentou sufocar o taxista. “Ele pulou em cima de mim e eu vi o mundo acabar. Uma das minhas mãos estava presa e quando consegui soltá-la, o apertei também. Mas ele se apoderou de uma tesoura que havia no carro e me feriu. Tentei me defender, mas comecei a cansar e perguntei o que ele queria. Falei que entregaria o dinheiro”, conta a vítima, que sofreu cortes no lábio, rosto, nuca e abdômen.

Neste momento, Buse pressionou o jovem no teto do veículo, que falou que queria o dinheiro e o carro. “Mas o Senhor vai junto’, disse o jovem para mim. Reparei que ele falava o tempo todo a palavra Senhor. Então, ele assumiu a direção e apontou a tesoura no meu pescoço durante todo o trajeto. Andamos por cerca de 20 minutos, quando discutimos e ele me deixou no Centro de Timbó, por volta das 11h50min”, relembra o taxista.

“Agradeço ao trabalho desenvolvido pela Polícia Militar, principalmente de Timbó, que inclusive me encaminhou ao Hospital”, afirma a vítima. Buse atua como taxista há oito anos e há 25 como caminhoneiro, sendo que nesta última profissão nunca havia passado por isso. Como taxista, já enfrentou outros momentos de medo e tensão. Em 2009, foi assaltado à mão armada e abandonado em Blumenau.

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