Contra-Ataque
Por Roman Raiter
Dupla da pesada
Corre nos bastidores a informação de que existe uma dupla brasileira afinadíssima em Milão. E, infelizmente, não trata-se de uma parceria dentro de campo. Segundo informações, Alexandre Pato tem sido visto com frequência na noite milanesa. Contando, é claro, com a companhia do inesgotável Ronaldinho Gaúcho.
Teimoso
Ciente de que o Kaká não está 100%, sabendo que o meia vive uma fase pífia no Real Madrid e que, mesmo se estivesse bem, sozinho, ele seria pouca munição na criação para nossa seleção na Copa, você levaria quantas opções na meiuca? Dez anos atrás, se jogava com dois meias de criação de origem, isso no time titular. Hoje, joga-se com somente um, e muito pior, em todo o elenco, o que é estarrecedor. Para complicar as coisas para a nossa seleção, a nossa única opção está vivendo uma fase tenebrosa. Então, será que não existe volante demais nessa lista? Gilberto Silva, Josué, Felipe Melo, Ramires, Elano e Kleberson, todos volantes. E pra armar o jogo somente um jogador e machucado? Abre o olho, Dunga. Para muitos, inclusive nós, Parreira teve um importante papel na vergonha que foi a seleção em 2006. E você está confiando demais nos seus resultados obtidos, esquecendo um pouco das probabilidades, possibilidades e fechando os olhos na parte tática ofensiva. É verdade que gratidão e coerência são seus pontos fortes. Mas cabem aí pelo menos mais dois meias armadores. Mesmo sendo jovem, Ganso é um nome que nos agrada demais. E acima de tudo, joga mais bola que todos os meias (ou melhor, volantes) da seleção juntos. Tomara que o capitão de 1994 consiga manter seus excelentes resultados e que isto esteja acima da razão óbvia que vemos e sentimos.
Pior da história
Em 1984, o Boca Juniors teve um ano trágico, bem longe de sua tradição gloriosa. Terminou o Campeonato Metropolitano em 16º lugar, entre 20 participantes. E sofreu a maior goleada de sua história, 9 x 1 para o Barcelona, no Camp Nou. Aquele Boca foi dirigido por quatro técnicos no ano trágico, entre eles, o brasileiro Dino Sani. Pois o Boca Juniors perdeu, neste domingo de Páscoa, para o Rosario Central por 2 x 1 e caiu para 18º lugar no Torneio Clausura, disputado também por 20 equipes. É o pior resultado da história do Boca em todos os torneios nacionais disputados na Argentina. O técnico Abel Alves não consegue fazer a equipe decolar. Fora da Libertadores, o Boca terá mais uma vez uma única chance de disputar o torneio continental de 2011: ganhar o Torneio Apertura, no segundo semestre. O líder do Clausura é o Independiente, dirigido por Américo Gallego, já campeão pelo Newell’s e pelo River Plate.
Marcar ano e marcar época tem muita diferença
Alguns números: com o chocolate sobre o Arsenal, Messi pulou para oito gols na Liga dos Campeões, artilheiro do torneio. Saltou para 37 gols na temporada, 26 no Campeonato Espanhol, oito na Liga dos Campeões, dois na Supercopa do Rey e um na Copa do Rey. São três a mais do que Rooney anotou. Alcançou Rivaldo com 25 gols com a camisa do Barcelona na história da Liga dos Campeões. É o maior artilheiro da história do Barça no torneio, empatado com o brasileiro. E o maior goleador da história da Champions League em uma partida, com quatro gols, empatado com Van Basten, Prso, Simone Inzaghi, Van Nistelrooy e Shevchenko. Ultrapassou Stoitchkov e tornou-se o oitavo maior goleador do Barcelona em partidas oficiais. Sem dúvida, Messi é um mágico da bola. Seus números, seu futebol, sua inteligência seu posicionamento sempre indefinido em campo, torna-o imarcável. Agora, quanto às definições de “deus”, de melhor que Maradona, melhor da história, Messi está muito longe disso. Ao menos por enquanto. Tentaram taxar o mesmo rótulo a Ronaldinho Gaúcho, depois viram a queda absurda que o brasileiro teve em seu futebol. Gênio é aquele que, por pelo menos dez anos, pratica um nível top Mundial. Caso de Romário, Pelé, Garrincha, Zico, Zidane… Estar no auge do futebol mundial por um ou dois anos, é coisa de grande jogador, como esteve Kaká, Ronaldinho e pode estar Messi. Ainda é muito pouco, ou praticamente nada, para querer elevá-lo a status de maior de todos os tempos. Fizeram com o Ronaldinho e viram o vexame que foi. Daqui a dez anos, em 2020, se Messi estiver ainda deitando e rolando nos gramados, aí sim podemos compará-lo a jogadores que marcaram década no futebol. Até o momento, ainda não é um deus, somente um anjo.