No duelo das titãs, deu Metcalf
O confronto tão esperado entre Cativa/Oppnus e Usiminas, equipes que tem duas das maiores pontuadoras da Superliga Feminina, lotou o Ginásio Ralf Knaesel no dia 19/02, sexta-feira.
O confronto tão esperado entre Cativa/Oppnus e Usiminas, equipes que tem duas das maiores pontuadoras da Superliga Feminina, lotou o Ginásio Ralf Knaesel no dia 19/02, sexta-feira. Mas as nossas meninas não conseguiram ceder à força e experiência da oposta Nancy Metcalf e ao excelente bloqueio da equipe mineira. A partida, transmitida para todo o Brasil pelo canal Sportv, fechou em 3 a 1 e teve duração de 2h21min.
No primeiro set, a equipe de Pomerode/Brusque começou bem e estava vencendo por 13×12. Mas, numa sequência fantástica de saques da dominicana Vargas, a Usiminas chegou a 21×13, para, em seguida, fechar o set em 25×16. No segundo, a Cativa/Oppnus voltou determinada e, com boas jogadas de Tandara e Suelle, fechou o placar em 25×22, empatando a partida, para delírio da torcida presente.
No terceiro set, brilhou novamente a estrela da capitã da seleção norte-americana, Nancy Metcalf. A atleta teve uma atuação perfeita e ajudou a equipe mineira a fechar em 25×19, sem muitas dificuldades. O quarto set iniciou equilibrado. No entanto, a Usiminas começou a abrir vantagem a partir da metade, fechando em 25×17 e o jogo em 3 a 1.
No fundamento bloqueio, as representantes de Minas Gerais se mostraram mais preparadas, marcando 22 pontos contra sete da Cativa/Oppnus. Outro destaque foi Metcalf, que anotou 26 pontos contra 18 pontos de Tandara. Apesar da diferença, a jogadora continua na liderança da estatística como maior pontuadora da competição, com 269 pontos anotados. Além disso, o time também está em 2º lugar na estatística de melhor saque da competição.
No próximo confronto, a Cativa/Oppnus viaja até o nordeste para enfrentar no sábado, dia 27/02, o Sport/Banco BMG, em Recife (PE). As pernambucanas, que tropeçaram em casa neste final de semana contra o São Bernardo (3 a 0), mantiveram Cativa/Oppnus na 8ª colocação geral, com 22 pontos.
A força e o sorriso
Não é somente a força que destaca o desempenho da jogadora Nancy Metcalf na equipe da Usiminas/Minas TC, oposto da equipe e capitã da seleção norte-americana de voleibol. Sua simpatia e maneira de avaliar cada jogo e considerar a importância de cada atleta em quadra se agregam ao braço forte. Foi sorridente que chegou para a entrevista à redação do JP Esporte e falou: “Hello! (Olá!)”, num tom de disposição e contágio de energias positivas. Assim, se desenrolou a conversa, em meio a risos, brincadeiras e um clima de descontração. A palavra-chave, com certeza, foi volleyball (voleibol) e quando necessário, as opiniões foram tecidas com a seriedade de uma capitã da seleção norte-americana de voleibol. Confira abaixo o depoimento de Metcalf, respondendo às perguntas da redação do JP Esporte, com exclusividade:
“Novembro de 2009. Foi nesta época que cheguei ao Brasil para participar da Superliga. As principais motivações foram por ser uma temporada muito boa da competição, por gostar do país e das pessoas daqui. Já joguei voleibol no Brasil, mas pela Superliga é a primeira vez. Em relação ao jogo contra a Cativa/Oppnus, as expectativas são grandes, pois o time é bom e o nível de partida poderá ser difícil. Considero uma boa ideia unir duas cidades para formar uma equipe e disputar a Superliga. Nos EUA, isso é comum. Fico feliz por ser a segunda maior pontuadora da competição, e enfrentaremos a primeira, Tandara. Mas não considero isso tão importante, pois não é só um atleta em quadra que faz a diferença. São seis jogadoras, somos uma equipe, um conjunto e vencemos juntas. Não há muita diferença entre o voleibol do Brasil e dos EUA. Uma das questões é a Superliga no Brasil. Nos EUA, há mais práticas esportivas em instituições de ensino, como na faculdade. Nada pode faltar num jogo de voleibol. Tudo precisa estar em quadra”. Nancy Metcalf, antes de enfrentar o time da Cativa/Oppnus.