Preso acusado de homicídio no Wunderwald
Claudemir Nunes Ferreira, conhecido como Jamaica, de 25 anos, foi preso pela Polícia Civil na tarde de segunda-feira, 23/11, após se entregar na Delegacia do município de Brusque, onde estava foragido
Claudemir Nunes Ferreira, conhecido como Jamaica, de 25 anos, foi preso pela Polícia Civil na tarde de segunda-feira, 23/11, após se entregar na Delegacia do município de Brusque, onde estava foragido. Após um mês da prática do homicídio, o jovem confessou ser autor do crime, alegando legítima defesa, afirmando que foi atacado pela vítima. Gilmar Schuerer, 35 anos, padrasto do acusado, foi encontrado morto por volta das 11 horas do domingo, 18/10, em sua residência, localizada à Rua Alberto Rahn, no Wunderwald, em Pomerode.A Polícia Civil de Pomerode fez o pedido de prisão preventiva e as posteriores investigações. “Tínhamos a informação de que o acusado estava nos Estados do Paraná e Mato Grosso. Mas sentimos que as pessoas que repassaram as informações queriam desvirtuar a investigação. Desta forma, descobrimos de uma fonte mais segura que Claudemir estava na região, no município de Brusque”, explica o Delegado da Polícia Civil de Pomerode, Luiz Carlos Gross.O Delegado Gross aponta as posteriores medidas adotadas. “Ao tomar conhecimento de que o acusado estava em Brusque, plantamos a contrainformação. Afirmamos para as pessoas que queriam desviar a investigação que sabíamos do paradeiro de Claudemir e que o pegaríamos, preparando aparato policial com reforço. O objetivo era que isso chegasse aos ouvidos do mesmo. E deu certo, sendo que ele mesmo se entregou na Delegacia de Polícia de Brusque”, completa.O acusado foi encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau e o inquérito concluso e entregue à Justiça. Claudemir Nunes Ferreira é natural de Toledo (PR) e aguarda a qualificação do crime. O Ministério Público definirá o enquadramento legal e o júri popular determinará a qualificação e tese por legítima defesa.Se o caso for enquadrado por homicídio simples, o tempo de reclusão é de seis a 20 anos. Já se for homicídio qualificado, o acusado ficará preso de 12 a 30 anos. Por outro lado, se a legítima defesa alegada prevalecer, o mesmo será absolvido.
O crime
Um vizinho de Gilmar Schuerer o encontrou morto, por volta das 11 horas do domingo, 18/10, na cozinha de sua residência localizada à Rua Alberto Rahn, no Wunderwald. A vítima, de 35 anos, apresentava sinais de violência e os ferimentos apontavam que ele foi esfaqueado e teve a garganta cortada, possivelmente com uma garrafa de vidro. Vizinhos relataram que houve uma discussão entre padrasto e enteado e que ambos haviam ingerido bebida alcoólica, na noite anterior.Na residência, viviam Gilmar Schuerer e os enteados Claudemir e Claudinei. A mãe dos irmãos faleceu há pouco mais de um ano. O irmão do suspeito afirmou que Gilmar e Claudemir bebiam juntos e brigavam somente nestas circunstâncias, mas logo se entendiam.