O apito com a ?bola? toda
Quem assistir aos jogos do Campeonato Estadual de Futebol vai notar que a cidade de Pomerode está bem representada.
Quem assistir aos jogos do Campeonato Estadual de Futebol vai notar que a cidade de Pomerode está bem representada. Mas não se trata de nenhuma equipe de futebol. A força de nossa cidade está no apito.
Quatro pomerodenses representam esta força. George Kielwagen, Rafael Jandre, Alcino Klabunde e Daniel Kurth, que fazem parte do quadro de árbitros da Federação Catarinense, vêm atuando em vários jogos em âmbito estadual, até mesmo na Divisão Principal. As constantes escalas provam que eles têm qualidade de sobra para encarar “desafios” como este.
Para George Kielwagen, segundo árbitro pomerodense a atuar no futebol profissional, tudo isto é resultado de muita dedicação e força de vontade. “O nível da arbitragem vem crescendo, assim como em tudo o que é relacionado ao esporte. E nós temos que acompanhar este crescimento, se quisermos conquistar nosso espaço. Os árbitros estão cada vez mais profissionais. Por exemplo, para ingressar no quadro de arbitragem da Federação, é necessário ter, no mínimo, o Ensino Médio completo”, pondera.
George é formado em Educação Física pela UFSC e no final deste ano, concluirá a pós-graduação em futebol e futsal, pela Universidade Gama Filho. “Na escala da arbitragem da Federação é valorizada bastante a questão da renovação e instrução do profissional. A partir deste ano, além do árbitro, assistentes e delegados, há um observador em cada partida. Este já foi árbitro e avalia mais de 20 itens de quem está atuando no jogo, chegando a uma média por partida. Esta implantação foi positiva, pois há uma figura neutra que avalia o desempenho da equipe de arbitragem”, expõe.
Além disso, George destaca que outros aspectos também são importantes, como um bom condicionamento físico, conhecimento das regras e questões de conduta, convicção na tomada de decisões, coragem, calma, serenidade, tranquilidade, equilíbrio. “No campo, são várias câmeras espalhadas e milhares de pessoas julgando o tempo todo. Enquanto o árbitro é um só e precisa saber lidar com isso”, diz.
“Nunca me espelhei em alguém específico. Tento procurar e observo as qualidades de cada um. Não existe o melhor árbitro, mas sim aquele que conduz a partida da melhor maneira possível”, considera. Em relação à diferença de atuação em jogos amadores e profissionais, George ressalta o preparo físico e o psicológico. “No profissional, a exigência física do árbitro é muito maior para acompanhar as jogadas. Já no amador, o lado psicológico fala mais alto, pois lidamos com pessoas conhecidas e enfrentamos dificuldades no que diz respeito à estrutura. No amador, aprendemos a resolver problemas”, explica.
George ainda comenta a falta de renovação dos árbitros. “Em Pomerode, não chega a 15 o número de árbitros. Sente-se a falta de ter mais interessados para atuar nas competições. Mas quem não gosta do ramo, não fica. É preciso gostar do que se faz”, afirma.
“A atuação da arbitragem pomerodense em âmbito estadual é uma forma de motivação. Mostra que é possível sim chegar longe, apesar de Pomerode ser uma cidade pequena e a concorrência ser acirrada”, finaliza George.